<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-1698745397805531042</id><updated>2012-01-17T00:18:32.299-08:00</updated><category term='diógenes'/><category term='conto'/><category term='perda de tempo'/><category term='lúdico'/><category term='animais (como se não fosse óbvio)'/><category term='era cenozóica'/><category term='comunicação'/><category term='espontaneidade'/><category term='lobo occipital'/><category term='napoleão bonaparte'/><category term='bill'/><category term='momento marvin'/><category term='metalinguagem'/><category term='nonsense'/><category term='amor'/><category term='projeto de crônica'/><category term='produtos de insônia'/><category term='relacionamentos'/><category term='divagações'/><category term='desabafo de personagem'/><title type='text'>... and thanks for all the bones!</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://adoteumviralatata.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1698745397805531042/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adoteumviralatata.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Thaís Cavalcanti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15993080038736525661</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-ono-gp6ScSQ/TxUuzrOWuCI/AAAAAAAAA3Y/oylXZ1oB2U0/s220/GEDC2177%2B%25281%2529.JPG'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>32</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1698745397805531042.post-2684916240282119784</id><published>2012-01-10T02:56:00.000-08:00</published><updated>2012-01-15T14:08:07.895-08:00</updated><title type='text'>Nada vai dar certo</title><content type='html'>Sabe a sensação de sentir vontade de pular diante de uma grande altura? Bem, eu não tenho. Já tive, no entanto, medo de um impulso despreparado pra tal queda. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu me mazelava a pensar nesse impulso. Talvez por que, justamente, eu ainda me queixava assustada como uma gazela sobre o tombo, digamos subjetivo, que eu havia levado. Eu, dona d’um nariz raro e suíno, passei a caminhar toda eriçada como porco-espinho – e fazendo porcarias de metáforas e agora trocadilhos como estes – pra me manter distante do que me era próximo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até que então dei por mim dentro dum taxi, ouvindo histórias e curiosidades de um engenheiro aposentado do sotaque marcadamente gaucho. Não demorou muito pra ele perceber, através do espelho, meus tiques nervosos de mexer no nariz durante a conversa. Após uma pergunta curiosa do taxista e um breve resumo sobre umas expectativas (me desculpem amigos que evitei o papo, era uma conversa (de) passageira), o taxista me olhou pelo espelho, riu e falou com sua voz ritmada: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Você anda pensando errado. Quer uma dica? Nada vai dar certo. &lt;br /&gt;- Nada vai dar certo? Como o filme? – disse rindo – Mas isso faz sentido? &lt;br /&gt;- Claro que faz. Quando dava aula, por exemplo, dizia isso a meus alunos antes de qualquer seminário “Fiquem calmos. Nada vai dar certo.”. Funcionava, eles se sentiam mais relaxados, no mínimo por terem rido como você.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele falava com tanta honestidade que tive de comprar. O que concebo, hoje, após ouvir conselhos de “dar tempo ao tempo” é que às vezes não dá certo e às vezes, pior, dói por demais o baque. &lt;br /&gt;Bem, que essa noção de uma eventual realidade paralela – note: nem sempre adversa – aos nossos planos nos torne mais corajosos. Não desejo o pessimismo nem pregar uma filosofia estóica, mas precisava fazer uma correção (já com o devido crédito) do mantra que, algumas vezes, simplesmente não dava certo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1698745397805531042-2684916240282119784?l=adoteumviralatata.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://adoteumviralatata.blogspot.com/feeds/2684916240282119784/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1698745397805531042&amp;postID=2684916240282119784' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1698745397805531042/posts/default/2684916240282119784'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1698745397805531042/posts/default/2684916240282119784'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adoteumviralatata.blogspot.com/2012/01/nada-vai-dar-certo.html' title='Nada vai dar certo'/><author><name>Thaís Cavalcanti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15993080038736525661</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-ono-gp6ScSQ/TxUuzrOWuCI/AAAAAAAAA3Y/oylXZ1oB2U0/s220/GEDC2177%2B%25281%2529.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1698745397805531042.post-543015511058986873</id><published>2011-11-06T12:43:00.000-08:00</published><updated>2011-11-06T12:51:15.576-08:00</updated><title type='text'>Meus 20 e poucos</title><content type='html'>Eu fixamente acompanhava o ponteiro dos segundos enquanto percebia, nele, o maior barulho de toda a casa durante a madrugada. Esse mínimo tinir durante o dia foi o que incitou esses noventa decibéis cá dentro. Era 1h da manhã quando eu havia de pensar na obssessiva procura da natureza da experiência em Arendt e Walter Benjamin e resolvi quebrar o raciocínio pra pensar nas minhas obsessões por experiência nesses meus quase, como mostrava o tic-tac do relógio da cozinha, vinte e poucos anos. Havia tanto ruído por cá que o corpo vibrava. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais de vinte e poucos segundos se passavam e me forçavam a querer reconhecer minhas raízes e descobrir o que, além das células, do dinheiro gasto em depilação, bebida e afins, havia finalmente mudado no corpo que habito. Eu desconfio. O limbo interno, onde algumas ideias ficavam presas, estava disposto a prendê-las a salvo de mim mesma. Consequentemente, meu poder de conclusão das ideias debilmente funcionava. Era preciso reinventar e maturar, mas havia um cretinozinho invasor, um corpo estranho, se criando cá dentro.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não eram nem vinte e poucos completos ainda, mas já havia mais de vinte e poucos relacionamentos nas costas.  Como ardiam esses corpos e como ardia a razão daqueles que viam sua individualidade e sexualidade serem abstraídas ao não conseguirem mais com facilidade penetrarem-se dentro de si após uma penetração no outro: “1/16 de individualide por uma lambida na nuca!” e viciavam-se e prometiam-se exclusividade só (só?) para garantirem o uso de nossos mais de seiscentos mil pontos de sensibilidade espalhados pelo corpo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E, a fim de reproduzirem esse aborto de amor oriundo dos entes e amigos mais queridos com o acréscimo da monogamia e  do consequente desejo da posse do sexo do outro, negociavam suas individualides. Quebrariam a cara, mas negociariam futuramente e além. E, enquanto não tiverem o acordo dos deuses com um rostinho agradável, continuariam a completar mais de vinte e poucos anos fantasiando pessoas e, eventualmente, se perguntando em madrugadas barulhentas o quanto de individualidade foi deixada no meio do sexo dos outros.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1698745397805531042-543015511058986873?l=adoteumviralatata.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://adoteumviralatata.blogspot.com/feeds/543015511058986873/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1698745397805531042&amp;postID=543015511058986873' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1698745397805531042/posts/default/543015511058986873'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1698745397805531042/posts/default/543015511058986873'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adoteumviralatata.blogspot.com/2011/11/meus-20-e-poucos.html' title='Meus 20 e poucos'/><author><name>Thaís Cavalcanti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15993080038736525661</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-ono-gp6ScSQ/TxUuzrOWuCI/AAAAAAAAA3Y/oylXZ1oB2U0/s220/GEDC2177%2B%25281%2529.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1698745397805531042.post-5640319637161419498</id><published>2011-10-04T18:35:00.000-07:00</published><updated>2011-10-04T18:40:47.912-07:00</updated><title type='text'>Carta do Innerself</title><content type='html'>Conversar consigo mesma é uma bosta. Não há greve dos Correios que me impeça de receber isso aqui:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Amada, essa é a primeira vez que farei uso da escrita livre. Não pretendo que seja a última, assim como não pretendo que seja público (ao menos não pretendia quando escrevi há um mês atrás). Pretendo que seja meu e seu, que seja um exercício de organização mental. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A mente de um tímido, você sabe, é curiosamente detestável. Há um turbilhão de palavras na mente do enrustido que se potencializam e não necessariamente evoluem de maneira positiva. Se aprofundam, porque é isto que bem sabe fazer estes pudicos que, céus, não desejam macular o mundo com seus pensamentos profanos. E estas são suas sinas: embora inventivos, contentam-se em resvalar em seu profundo si-mesmo e permanecerem lá, estatelados em suas neuroses.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por esse motivo, entoo a prece: que os textos saibam abrigar as ideias da mesma forma que a consciência recolhe algum substrato do inconsciente. E que as técnicas de redação sirvam como um superego em seu mais saudável estado - que não exista para tolher a essência do texto, mas torná-lo intelegível a todos aqueles que ainda não desenvolveram telepatia. E que, Jesus!, não me apareça mais esse recorrente pé grande do Monty Python no momento da concretização textual. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que os textos metalinguísticos possam se tornar uma opção (ou mesmo um sub-tema) e não a única saída. Que assim seja. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um beijo, amada, cuida dessa saúde mental,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;and thanks for all the oxygen,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Innerself"&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1698745397805531042-5640319637161419498?l=adoteumviralatata.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://adoteumviralatata.blogspot.com/feeds/5640319637161419498/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1698745397805531042&amp;postID=5640319637161419498' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1698745397805531042/posts/default/5640319637161419498'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1698745397805531042/posts/default/5640319637161419498'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adoteumviralatata.blogspot.com/2011/10/prece-do-innerself.html' title='Carta do Innerself'/><author><name>Thaís Cavalcanti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15993080038736525661</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-ono-gp6ScSQ/TxUuzrOWuCI/AAAAAAAAA3Y/oylXZ1oB2U0/s220/GEDC2177%2B%25281%2529.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1698745397805531042.post-1171043735156509268</id><published>2011-01-24T20:17:00.000-08:00</published><updated>2011-01-28T08:45:34.631-08:00</updated><title type='text'>Ode(-)aos seres atemorizadores</title><content type='html'>Antes mesmo de iniciar este parágrafo, só para constar, queria deixar claro minha relutância em iniciá-lo. Se já fiz o estrago, é porque nem mesmo as ideias banais devem ser relegadas. Não porque elas podem ser boas ideias disfarçadas, ou porque – leiam com pedantismo – “possuem a profundidade resgatada do mais longínquo pueril pensamento” (e não preciso nem explicar a metafísica possível dessas doces lembranças) mas porque, se não as expurgarmos de alguma forma, elas nos dominam. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Ode-aos seres atemorizadores” é muito mais forte do que eu ou você. É um impulso descontínuo que, em qualquer sinal de alarde, te cobre nestes indesejados momentos... mas infelizmente – e justo por ser intermitente – falho. Ao decorrer da companhia muito longa do semi-conhecido, do desconfiado parente de um ex, de um atual ou simples e genérico como qualquer ser que, maldosamente ou não, te prepare um maçante e indelicado questionário a fim de espicaçar e atormentar a dura quitina do qual tentávamos metamorfosear só um tiquinho que o fosse, é que então acontece. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Paranóia presa na garganta – porque as sensações mais iminentes do corpo sempre ficam por lá –, uma explosão de corante sobre o rosto, chumaço de algodão no lugar do cérebro e, consequentemente, todos os sistemas do organismo trabalhando irregularmente e entrando num caos generalizado, como o encurtamento das pregas vocais, por exemplo, que, num ato desesperado e irracional – desconfia-se de relação com o sumiço da massa encefálica – resolvem mutilar-se, de modo a provocar uma voz mais aguda e fina do que a normal, além de alguns engasgos devido a alguns órgãos da garganta fora do lugar. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com muita engenhosidade, o lado esquerdo do chumaço te propõe a ser o que você não é, porém, o lado direito, aquele capaz de lograr com êxito o tamanho desafio da criação, está ocupado demais já fazendo surgir um pequeno pé-de-feijão dentro de si. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse é o momento. Muitos pontos aqui. A Terra caminha num &lt;span style="font-style:italic;"&gt;slow motion&lt;/span&gt;. A pessoa te olha. Espera um início de conversa. Enquanto isso, no entanto, você está estatelado e profundamente intrigado sobre como é possível crescer um pé-de-feijão no corpo e, o que é mais incrível... num algodão. O lado direito, graças, improvisa: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Mas esse engarrafamento, viu?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1698745397805531042-1171043735156509268?l=adoteumviralatata.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://adoteumviralatata.blogspot.com/feeds/1171043735156509268/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1698745397805531042&amp;postID=1171043735156509268' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1698745397805531042/posts/default/1171043735156509268'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1698745397805531042/posts/default/1171043735156509268'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adoteumviralatata.blogspot.com/2011/01/ode-aos-seres-atemorizadores.html' title='Ode(-)aos seres atemorizadores'/><author><name>Thaís Cavalcanti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15993080038736525661</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-ono-gp6ScSQ/TxUuzrOWuCI/AAAAAAAAA3Y/oylXZ1oB2U0/s220/GEDC2177%2B%25281%2529.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1698745397805531042.post-7474247273583128352</id><published>2010-12-27T11:39:00.000-08:00</published><updated>2010-12-27T12:51:02.713-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='nonsense'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='conto'/><title type='text'>Meio cheio e meio vazio</title><content type='html'>- &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Boa tarde, querido psicólogo, perdoe-me o atraso&lt;/span&gt; – sacudia os pelos – &lt;span style="font-style:italic;"&gt;não sabia que teria de derrapar pela vala para ter de adentrar no Departamento das ideias inconcebíveis&lt;/span&gt; – voltava a verificar no papel o endereço do local – &lt;span style="font-style:italic;"&gt;espero que não se importe com meu modo de fazer higiene&lt;/span&gt; – dizia, enquanto já lambia todo o pelo encharcado da água imunda sem algum constrangimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Do outro lado do divã, residia sob o assento um velho recalcado, de vestimenta tamanho GG surrada e abatida, acompanhado de uma caixa de lenços à esquerda e um monte de lenços usados empapados em suor jogados à direita. Observava com seu não tão útil monóculo a criatura que tinha invadido seu escritório. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Olivas. Querido psicólogo, não. E você, senhor, a que devo...&lt;/span&gt; – retirava e recolocava o monóculo a fim de tornar mais crível a criatura que requisitava sua ajuda – &lt;span style="font-style:italic;"&gt;por favor, antes, me diga o que exatamente você é! &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Querido Olivas, que faculdade te graduou?! Esperava mais delicadeza ao me interpelar.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Você sabe por que tem de passar por um esgoto para chegar aqui, não sabe? Não faço muito sentido e mesmo semana passada, tive um trator com problemas existenciais como paciente... &lt;/span&gt;– olhava novamente a figura do divã – &lt;span style="font-style:italic;"&gt;mas esse rabo eriçado com essa gravata engomada me assusta.&lt;/span&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Isso, sou uma espécie intermediária entre um hominídeo e um felino&lt;/span&gt; – debruçava-se de costas, enquanto retirava prontamente de seu paletó um novelo de lã – &lt;span style="font-style:italic;"&gt;esta é uma de minhas engenhocas: meio novelo, meio iô-iô. Tenho a preguiça e a manha do gato, mas nem por isso relego os entretenimentos humanos&lt;/span&gt; – dizia com tanta segurança e soberba, que passava ser fácil julgar o meio-homem-meio-felino num bicho muito do sensato. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olivas suava em bicas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- &lt;span style="font-style:italic;"&gt;O seu, hm... o seu problema, por favor. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meio-felino estendia-se para se sentar, com toda a manha e carisma. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Estou preguiçoso, Ol. Foi assim que me tornei miscigenado. Devia ser completamente uma destas criaturas. Mas perdi o foco e não sei – na verdade, tenho preguiça de pensar se sei – se isto pode me arruinar ou não. É como se o cacau pudesse formar um chocolate que é meio amargo, mas que não deixa de ter o meio doce. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O psicólogo o olhava atentamente, tentando entender qual o ponto a se entender da metáfora. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- &lt;span style="font-style:italic;"&gt;A questão é: tudo que é meio vira dois pequenos inteiros ou só meio mesmo? &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Desconfio que seu caso seja pior e menos comestível que o exemplo. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Você atendeu um trator.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- &lt;span style="font-style:italic;"&gt;E você está sendo prolixo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O meio-hominídeo se espreguiçava de quatro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Vou começar: era ambicioso, mas virei preguiçoso, logo meio trabalhador, meio vagabundo. Não sou magro, porque exercício físico me aborrece. Também não sou gordo, porque se queixar dá preguiça. Sou meio astuto, porque adquiri a engenhosa malícia de desviar de momentos fatigantes. Mas sou meio burro, porque franzir a testa pra muito refletir me cansa hoje e me cansará em problemas futuros com rugas. Já fui meio subordinado, depois meio CEO e consequentemente nesse “meio”, não fui nenhum dos dois exatamente ou fui os dois inteiramente em proporções menores &lt;/span&gt;– cuspia bolas de pelos, enquanto ajeitava a gravata – &lt;span style="font-style:italic;"&gt;entende meu ponto? Não virei meio-bicho-preguiça porque alguém devia achar meio óbvio. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O psicólogo jogava seu monóculo sobre a mesa: “que saudade do trator!”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Você não está meio confuso?&lt;/span&gt; – dizia ele então com pouco entusiasmo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- &lt;span style="font-style:italic;"&gt;E você meio com preguiça, Ol! &lt;/span&gt;– começava a se sentir ainda mais nervoso – &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Cuidado, se te vicias, não vá querer conversar comigo sendo meio-camundongo! &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Subitamente, no divã, após uma grande carga elétrica desencadeada pelo acelerado e irreal batimento cardíaco ocasionado pelo seu meio estresse, meia altivez – o que Olivas e nós, particularmente, julgamos sem sentido – meio-hominídeo-meio-felino metamorfoseou num meio hominídeo-meio-enguia. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O caro Ol bebia um gole de café “trator, trator, ahhh trator...” e se dirigia à porta, pois já não era mais seduzido pelos ternos olhos de seu antigo paciente bola de pelos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Num desatino final, então, a parte hominídea, ainda molhada da água suja, recebe uma descarga de 3 ampères da parte enguia. Enquanto enguia, se sentia feliz o hominídeo por realizar a sua preguiça de viver, enquanto a outra parte desfrutava o prazer de não participar do impacto que era deixar de existir. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A nossa sorte é que o fim, por ser uma estória (mesmo meio estúpida), é inteiro.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1698745397805531042-7474247273583128352?l=adoteumviralatata.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://adoteumviralatata.blogspot.com/feeds/7474247273583128352/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1698745397805531042&amp;postID=7474247273583128352' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1698745397805531042/posts/default/7474247273583128352'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1698745397805531042/posts/default/7474247273583128352'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adoteumviralatata.blogspot.com/2010/12/meio-cheio-meio-vazio.html' title='Meio cheio e meio vazio'/><author><name>Thaís Cavalcanti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15993080038736525661</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-ono-gp6ScSQ/TxUuzrOWuCI/AAAAAAAAA3Y/oylXZ1oB2U0/s220/GEDC2177%2B%25281%2529.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1698745397805531042.post-4040249650696280619</id><published>2010-11-24T21:39:00.000-08:00</published><updated>2010-11-24T22:25:13.495-08:00</updated><title type='text'>Com açúcar, com Moleskini</title><content type='html'>Toma, meu querido, esse texto é todo pra você. Pode não ser nenhuma ida ao moinho ou mesmo como sentir o orvalho da manhã sob a inexplicável visão miraculosa de cães se engalfinhando numa celebração tórrida e afável do amor. Mas é maior que isso, coração. É um prato de paciência encardida que, por alguns minutos, decidi esterilizar em algumas páginas de um, então protegido, Moleskini. É uma caixa de Pandora às avessas. É uma vastidão da subjetividade das palavras que, com esmero, te aprofundam num bando de palavras preguiçosas - a característica pecaminosa da preguiça surgiu por conta de sua vulgaridade em querer se deleitar com todos os corpos que puder encontrar, portanto não me julguem pela carne fraca - e de credibilidade questionável. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todo pra você, querida &lt;span style="font-style:italic;"&gt;lobster&lt;/span&gt;, esse nosso refúgio que é também um limbo da nossa terceira dimensão do sonho, o globo eclipsado que existe mas não está. (como explicar o verbo &lt;span style="font-style:italic;"&gt;to be&lt;/span&gt; com você, seu lindinho?) O fosso do início da matéria e também da não-matéria e que, ainda que perdure esse mesmo buraco de existência em cada indivíduo em suas relações interpessoais - e é, portanto, um dos responsáveis por tanta falha de comunicação entre as pessoas - ainda assim eu te dou esse texto; nosso buraco mais embaixo, a pequena ultrapassagem na barreira de compreensão entre dois seres. &lt;br /&gt;E eu dedico, com todos os suspiros celestiais, para esse caloroso amor desejado por Boris Grushenko que engloba o intelectual, espiritual e, o tão justo, sensual. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Toma, toma, toma. Toma logo essa caprichosa matriz genérica de texto que, após acordar certa manhã de sonhos intranquilos, fiz pra você. Toma, que é pra nunca mais duvidarem da minha sensibilidade no amor após fixar o olhar num ponto do quarto e muito franzir a testa.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1698745397805531042-4040249650696280619?l=adoteumviralatata.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://adoteumviralatata.blogspot.com/feeds/4040249650696280619/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1698745397805531042&amp;postID=4040249650696280619' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1698745397805531042/posts/default/4040249650696280619'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1698745397805531042/posts/default/4040249650696280619'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adoteumviralatata.blogspot.com/2010/11/com-acucar-com-moleskini.html' title='Com açúcar, com Moleskini'/><author><name>Thaís Cavalcanti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15993080038736525661</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-ono-gp6ScSQ/TxUuzrOWuCI/AAAAAAAAA3Y/oylXZ1oB2U0/s220/GEDC2177%2B%25281%2529.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1698745397805531042.post-402382332518891589</id><published>2010-11-10T19:21:00.000-08:00</published><updated>2010-11-10T20:35:10.073-08:00</updated><title type='text'>Enxaquecas, irrelevâncias e mangas</title><content type='html'>Tudo começa com certos dias de uma específica malemolência e enxaqueca (queixa, inclusive, quase nunca extinta em minha vida). &lt;br /&gt;Qual a minha, portanto? Protelar mais um trabalho para depois. Ok, isso eu consigo. Tirar certos proveitos da fraqueza, como um afaguinho extra de próximos: ai, como dói, como dói, fica aqui pertinho, por favor? Ok, isso eu também consigo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dói tanto, aliás, que até intercambiar do conto pra crônica — gênero que, por minha discrição e falta de vontade de conversar diretamente com as pessoas, deixei cair no meu ostracismo particular — tornou-se meio sedutor. &lt;br /&gt;Mas, justo agora, o maior de todos os conselhos (exceto quando dado por Chico Buarque) eu não consigo segui-lo à via de regra: já havia tentado dormir e, ainda assim, não passou. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sucederam-se, então, horas e horas feitas a esses pequenos golpes de solidão barthianos (notem como minhas expressões estão sendo apelativas para executarem, com sucesso, o segundo exemplo de aproveitamento de fraqueza, no qual vocês, em um honroso e nobre gesto altruísta do dia, podem ajudar a constituí-lo), até que... foi me acontecendo. Eu, que já tenho a cabeça compromissada com um engajamento sério e promissor na filantropia com outros mundos, planos e dimensões, fiquei horas recebendo imagens sem, no entanto, processá-las devidamente nos confins do meu lobo occipital – que tão antes e com tão esforço, ele fazia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi aí que surgiu, simultaneamente com a fraca voz, a falta lexical, as orações subordinadas sem as suas principais (“... que eram lânguidos esses abraços de frescor parisiense”, “... que comia com tanta veracidade, enquanto lembrava do professor”), perpassando até então por aleatórios pensamentos que, se não tinham sentido semântico e/ou sintático, eram ainda inocentes. Foi quando beirar a superfície do pensamento não foi suficiente. Eu sabia, quase podia sentir a construção de “A bunda, que engraçada...”. Nem a linha de raciocínio mais leviana passa incólume à experiência de um indivíduo. Há alguma profundidade pueril nas idéias leves (que provavelmente são apreendidas em uma dessas viagens filantrópicas transcendentais – e que não se entendem bem na volta, porém).&lt;br /&gt;Foi assim, quando o organismo, sem respeito algum a mim e ao meu enjôo da enxaqueca, resolve atestar fome.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quer iogurte, querida? Não, mãe, muito doce. Mas você também não quer jantar. Não quero comida de verdade, nem pão, nem nada salgado; é algo meio gelado, acho. Ah, então tem sorvete, querida. Não, não, é muito doce também. Então, o quê? Ah, tem manga? Sim, é isso! – dizia eu, após um perfeito e exato fluxo de consciência. Mas você acabou de comer, lindinha, você só está comendo isso. Que o seja, traz, por favor. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minha mãe, pensando, ergue os olhos para cima e para esquerda (e assim sei que não mente, mas está a lembrar de algo, acredito, realmente relevante nesse momento decisório sobre o rumo que minhas posteriores horas de pequenos golpes de solidão irão tomar) &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Mas, meu amor, eu não sei cortar daquele jeito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entenda “aquele jeito” o jeito que a moça que trabalha aqui em casa sabia. E ah, eu também não sabia. Mas, e agora? Mesmo os pensamentos levianos podem se tornar ideias fixas – e não tem nada de inocente na profundidade das consequências de uma ideia assim, certo? &lt;br /&gt;Então não quis. Se não era cortado daquele jeito, então tinha de comê-la aceitando o ritual de ter de se melar e passar pela casca e pelo fiapo que engloba o “chupar uma manga” (além do fato de, semiologicamente falando, eu odiar esse verbo e ter de ser obrigada a usá-lo, pois não poderia negar o processo) &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E fui ficando assim, solta, a condicionar a melhora de cada tinir da minha cabeça à essas mangas e irrelevâncias. Mas é inútil dormir, afinal elas não passam.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1698745397805531042-402382332518891589?l=adoteumviralatata.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://adoteumviralatata.blogspot.com/feeds/402382332518891589/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1698745397805531042&amp;postID=402382332518891589' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1698745397805531042/posts/default/402382332518891589'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1698745397805531042/posts/default/402382332518891589'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adoteumviralatata.blogspot.com/2010/11/enxaquecas-irrelevancias-e-mangas.html' title='Enxaquecas, irrelevâncias e mangas'/><author><name>Thaís Cavalcanti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15993080038736525661</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-ono-gp6ScSQ/TxUuzrOWuCI/AAAAAAAAA3Y/oylXZ1oB2U0/s220/GEDC2177%2B%25281%2529.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1698745397805531042.post-1460623014356742400</id><published>2010-11-08T20:01:00.000-08:00</published><updated>2010-11-13T19:16:04.818-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='conto'/><title type='text'>Strifon e a outra saúva</title><content type='html'>- &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Você não gostaria de falar sobre isso?&lt;/span&gt; – batias as antenas, enquanto interceptava a outra saúva que revezava seu ato ora de chafurdar em terras vermelhas lameadas literais, ora nas universais – nos confins dos campos abstratos que seu olhar, tão absorto como estava, alcançava. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Não, não quero.&lt;/span&gt;  – respondia a outra, de súbito. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Strifon (numa melhor tradução do dialeto sauvês) inquietava-se, num frêmito de preocupação exaltados entre uma batida e outra de sua antena, preocupava-se: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Não é perigoso estar aí?&lt;/span&gt; – e esperava resposta da saúva – &lt;span style="font-style:italic;"&gt;o que te aconteceu?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acontece que a outra saúva não respondia. Dentre sua imersão, tornava-se ainda mais rubra com toda aquela terra lameada. Em movimentos desconcertantes, contudo, tornou a falar: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Você está machucado, Strifon? &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Strifon voltou a olhar em torno de si, um de seus pares de pernas estava machucado, mas como ainda conseguia se locomover bem, quase não o tinha notado. Sua carapaça de quitina que a revestia também já não estava das melhores. Não lembrava, entretanto, o que o teria causado isso. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Engraçado te entender agora, Strifon&lt;/span&gt; – exuberava-se a saúva – &lt;span style="font-style:italic;"&gt;ainda há pouco, acreditei estar com problemas nas antenas. &lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;- &lt;span style="font-style:italic;"&gt;E o que te aconteceu, por fim? Você não quer mesmo falar sobre o que estávamos discutindo de início?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Não, não quero.&lt;/span&gt; – irritava-se a saúva – &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Sabe, ali, naquele lugar&lt;/span&gt; – e apontava a uma determinada área à esquerda – &lt;span style="font-style:italic;"&gt;eu iria depositar fungo e matéria fecal para o novo sauveiro que planejava. Ainda não o fiz, porém, sinto alguma dor, tinha certeza que algo tinha acontecido às minhas antenas&lt;/span&gt; – olhava para Strifon com ternura – &lt;span style="font-style:italic;"&gt;mas vejo estar bem.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Você deveria ter jogado seu conteúdo lá. Por que não o fez? &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- &lt;span style="font-style:italic;"&gt;O sauveiro pode esperar, ele está pronto, o tenho em mente. Apenas ainda não o engendrei, de fato, não o finalizei&lt;/span&gt; – olhava e perscrutava intimamente Strifon, que havia criado uma densa empatia por essa parda formiga que também a encarava – &lt;span style="font-style:italic;"&gt;estou preocupado com você, Tri. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Strifon, no entanto, preferia desvirtuar o assunto: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Podemos continuar, por fim, onde estávamos? &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-&lt;span style="font-style:italic;"&gt; Sim, sim.&lt;/span&gt; – e batia as antenas – &lt;span style="font-style:italic;"&gt;foi quando veio a chuva, Tri. E eu, antes um sujeito clivado de Lacan, sabe como é, não resisti: decepei e desmembrei-me todo. Você não sabe como é, foi terrível ter de testemunhar esse momento ontológico – a gente nunca acha que acontece com a gente – e toda uma amálgama de discursos de saúna destrincharam-se sós, em total plenitude delas e, então, suspenderam-se no ar. E nós, que somos esse emaranhado cheio de nós de milhares de vozes, e eu aqui, afundando-me enquanto desfruto esse único e genuíno discurso do qual me valho e preciso agora.&lt;/span&gt; – revolvia todo seu abdômen de lama enquanto falava, num gesto que beirava um ato infantil – &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Se você voltar para o local onde seria o novo sauveiro, Tri, irá – ou, ao menos, se puder considerar uma faceta de mim também um meu “eu” – me encontrar lá. Em um novo discurso, entretanto. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Strifon olhava-o incrédulo. Em qualquer dia, não entenderia asneiras alheias de saúva alguma. Mas hoje, naquele particular olhar que havia recebido, entendia. Em um campo que transgredia a objetividade, é verdade. Mas entendia. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Estou curioso para a finalização do seu sauveiro. Mas te compreendo. &lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;A outra saúva ignorava o que a parda lhe dizia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Estou preocupado com você, Tri. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Não devia&lt;/span&gt; – e então, a essa altura, tinha acabado de decidir em também resvalar na terra umedecida – &lt;span style="font-style:italic;"&gt;eu senti sua dor hoje, sabe, nas antenas. E, no entanto, elas estão intactas e justo o que aparentemente está machucado, em mim não me dói nem um pouco.&lt;/span&gt; – parava um pouco e pensava – &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Estamos bem, portanto? &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Estamos &lt;/span&gt;– suspirava a saúva e desenhava, por fim, algum sorriso numa face, até pouco tempo, inexpressiva. – &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Olha, eu não gosto de tanta subjetividade, mas quando surge esse vórtice dessa alguma coisa e, então, como é o meu caso, você depara com esse único discurso, em toda sua mais pura e quase cruel chafurdação, não tem nada mais forte que a subjetividade. &lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;- &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Você sabia que subjetividade é o que salva as pessoas o tempo todo? &lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;-&lt;span style="font-style:italic;"&gt; Você acha?!&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;- &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Se você não acha, então volte com seu discurso que te espera no projeto do sauveiro. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Eu, não. Não agora. Dizem que lama faz bem.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Parou de chover, notou?* &lt;/span&gt;– dizia Strifon, e dessa vez era a vez dele de esboçar um sorriso, uma vez que detestava quando a terra ficava daquela forma. (e, particularmente, não gostava de vermelho no abdômen.) &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Na verdade, não. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Levantou-se, portanto, Strifon – que apresentava mais disposição que a outra saúva – e deu apoio a outra para subir em cima de si. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Escuta: vamos falar de coisas ternas e subjetivas, enquanto você procura todas as suas milhares de enunciações dispersas que lhe constituem. Estou curiosissímo pra ver esse novo sauveiro. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=j_xmjfzfr00"&gt;and it rained all night&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1698745397805531042-1460623014356742400?l=adoteumviralatata.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://adoteumviralatata.blogspot.com/feeds/1460623014356742400/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1698745397805531042&amp;postID=1460623014356742400' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1698745397805531042/posts/default/1460623014356742400'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1698745397805531042/posts/default/1460623014356742400'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adoteumviralatata.blogspot.com/2010/11/strifon-e-outra-sauva.html' title='Strifon e a outra saúva'/><author><name>Thaís Cavalcanti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15993080038736525661</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-ono-gp6ScSQ/TxUuzrOWuCI/AAAAAAAAA3Y/oylXZ1oB2U0/s220/GEDC2177%2B%25281%2529.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1698745397805531042.post-241281335542863740</id><published>2010-09-27T16:51:00.000-07:00</published><updated>2010-09-27T20:32:20.858-07:00</updated><title type='text'>"Mundo Pet"</title><content type='html'>Engraçado ter lido justamente essa HQ na semana em que falava do mediador. &lt;br /&gt;Se de um lado, meu mediador desabafava sobre sua inatividade por ter sucumbido ao mundo externo ao seu calabouço metafísico, por outro, urgia a minha necessidade do direito de réplica a esse mal agradecido e falso moralista.&lt;br /&gt;E foi assim, passando a conhecer o bichinho rebelde de Lourenço Mutarelli, que decidi digitar um discurso espontâneo (se eu o escrevesse em folha e caneta, certamente este meu atual mediador ousaria tomar a voz, ainda que preguiçosamente) que não se direciona diretamente a você, mas tem um destinatário, afinal — e peço que não passem da superfície desse texto, porque o meu objetivo é que o canal seja a própria implosão deste remetente que vos fala. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E invejei, então, esse bichinho: assim meio dócil, meio canino, meio humano, meio rebelde, cru nu débil. E fodendo a cabeça de Mutarelli.&lt;br /&gt;E voltei a olhar ao meu, meio suntuoso, requintado, de um ar meio jônico — mas inutilmente sempre dormindo. Nos poucos instantes que conseguia acordar quando eu o sacudia, me vinha com aquela peneira na mão: "não se esqueça do travessão, querida!" "nanani-não, nada de palavrões e nada muito sexual também, você não leva jeito. Fala metaforicamente que é melhor!", "você não acha que é meio cedo falar sobre isso agora? Aposto como você faz algo melhor se esperar um tiquinho mais". E, quando eu o conseguia fazer levantar-se de sua &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Domus Aurea&lt;/span&gt; — que eu mesma preparei especialmente para ele, inclusive — ele retrucava "É texto metalinguístico? pode ser que eu aceite, sendo assim" &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele nem sempre foi assim. Na verdade, ainda lembro de alguns mediadores meio &lt;span style="font-style:italic;"&gt;troll doll&lt;/span&gt; de outrora que, se não eram ativos, ao menos não procrastinavam quando eu pedia. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Portanto, caro você (espero, 3ª pessoa que me lê, que você tenha beirado a superfície textual até agora, porque a ordem gramatical das coisas alterou-se há algum tempo), se você quer mesmo me deixar sozinha com a mera produção factual, de pesquisa ou acadêmica, peço apenas isso: pare de foder com a minha cabeça.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1698745397805531042-241281335542863740?l=adoteumviralatata.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://adoteumviralatata.blogspot.com/feeds/241281335542863740/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1698745397805531042&amp;postID=241281335542863740' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1698745397805531042/posts/default/241281335542863740'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1698745397805531042/posts/default/241281335542863740'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adoteumviralatata.blogspot.com/2010/09/mundo-pet.html' title='&quot;Mundo Pet&quot;'/><author><name>Thaís Cavalcanti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15993080038736525661</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-ono-gp6ScSQ/TxUuzrOWuCI/AAAAAAAAA3Y/oylXZ1oB2U0/s220/GEDC2177%2B%25281%2529.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1698745397805531042.post-3874015090491506616</id><published>2010-09-05T11:32:00.000-07:00</published><updated>2010-09-15T15:43:59.715-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='metalinguagem'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='comunicação'/><title type='text'>O Mediador</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_1oaOiY1vB84/TIg7hTxW5cI/AAAAAAAAApY/d6SjDUwjWXc/s1600/mediador11.JPG"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 180px; height: 200px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_1oaOiY1vB84/TIg7hTxW5cI/AAAAAAAAApY/d6SjDUwjWXc/s200/mediador11.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5514723187144189378" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Era, portanto, hora de confinar-se em seu próprio calabouço metafísico. Exposto sob espectros de luz de existência, então, duvidosa, ele matutava sobre suas ideias que transgrediam os paradigmas convencionados da realidade terrestre. &lt;br /&gt;Era curioso o processo da criação - a existência desse sujeito perpassava e acompanhava todo o disco protoplanetário que emergia após o surgimento de uma estrela proveniente do seu próprio caos; só que nem ele mesmo existia por completo como imagem. Era provável, por enquanto, que fosse apenas um eco de existência proferidos por alguém de ordem superior. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas materializou-se, por fim: não tinha nada de extraordinário, o mediante era apenas um sujeito com um semblante taciturno, desgastado e resignado com sua própria atividade, com bigode e sobrancelhas despenteadas. Porém, não era o único nesse mundinho de &lt;span style="font-style:italic;"&gt;valha-me-Deus&lt;/span&gt;: existe um espaço onde residem os discursos humanos um dia já ditos (pela palavra ou não), no qual habitam como devaneios, todos fundidos unilateralmente, com assuntos desorganizados, quase inviável de transmudá-los e, então, transportá-los através de palavras – são chamados, assim, de &lt;span style="font-style:italic;"&gt;ideias inefáveis&lt;/span&gt;. &lt;br /&gt;Os outros mediadores desses transporte de mensagens, contudo, geralmente estão sempre dispostos e, por isso, trabalham regularmente, veiculando o discurso àquele a que o deseje comunicar, dia após dia. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não se pode, porém, julgar a indisposição de nosso mediador em trabalhar. Afinal, não se tratam de mensagens factuais, ou corriqueiras e banais, mas possuem a especificidade das metáforas, do fictício, do significado implícito ou não, e todos esses outros recursos que demandam uma das facetas do literário. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que este mediador do qual tratamos tenta evocar agora – após uma breve visita à pocilga dos discursos – é de que é também justa a vida leviana da pessoa responsável pela administração do canal das mensagens (no caso do mediador: a escrita), com tudo de mais dionisíaco e passível de fazer sentido social. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entretanto, ainda que se acentue a exaustão no rosto durante o processo de seu trabalho, o mediador muito sente pela interrupção da transmissão de suas mensagens e anseia, encarecidamente, que esse canal não se esqueça também daquilo que não é passível de fazer sentido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E que o deixe trabalhar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1698745397805531042-3874015090491506616?l=adoteumviralatata.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://adoteumviralatata.blogspot.com/feeds/3874015090491506616/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1698745397805531042&amp;postID=3874015090491506616' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1698745397805531042/posts/default/3874015090491506616'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1698745397805531042/posts/default/3874015090491506616'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adoteumviralatata.blogspot.com/2010/09/o-mediador.html' title='O Mediador'/><author><name>Thaís Cavalcanti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15993080038736525661</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-ono-gp6ScSQ/TxUuzrOWuCI/AAAAAAAAA3Y/oylXZ1oB2U0/s220/GEDC2177%2B%25281%2529.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_1oaOiY1vB84/TIg7hTxW5cI/AAAAAAAAApY/d6SjDUwjWXc/s72-c/mediador11.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1698745397805531042.post-3464923489087444590</id><published>2010-07-23T04:15:00.000-07:00</published><updated>2010-08-02T17:49:37.217-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='conto'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='relacionamentos'/><title type='text'>Memoria praeteritorum bonorum</title><content type='html'>Num cenário cuja importância é ínfima, lá estavam ele e ela (cuja importância do grau de intimidade deles é ainda mais ínfima) a contemplarem o único vazio de vazio que era o próprio quarto: a própria janela, embora fechada — cuja importância é, então finalmente, desprezível. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Mas veja, bem, foi melhor assim. Você ainda vai perceber&lt;/span&gt; — falava ele exasperadamente a uma ela transtornada e soluçante. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Bem, mas que bem? Era a melhor coisa que me tinha acontecido&lt;/span&gt; — assoava seu nariz na manga dele e berrava encarecidamente. — &lt;span style="font-style:italic;"&gt;aqueles olhos ternos, os lábios miúdos, acanhados... o rosto abarrotado de pêlos (embora sempre bem feitos) e o que dizer de todos seus gestos complacentes e seu modo galante de se portar? Tinha o humor ácido, embora refinado e sutil. Era um 'gentleman', embora também soubesse ser homem&lt;/span&gt; — relembrava-se e parava num súbito com um olhar distante, em seguida, tornava a chorar num berro — &lt;span style="font-style:italic;"&gt;ahhh, se sabia...&lt;/span&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Estou dizendo: isso passa, minha querida&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— &lt;span style="font-style:italic;"&gt;E por acaso já aconteceu com você? &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Acontece com as pessoas o tempo todo.&lt;/span&gt; — parava e estudava as próximas palavras — &lt;span style="font-style:italic;"&gt;e todas elas continuam a viver, sabe. Até, quero dizer, terem de ser perturbadas pela expectativa de vida do país em que estão, claro, e aí usadas como fonte de estudo. Mas isso não vem ao caso. &lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Ela tornou a berrar. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Olha, se é que isso serve de consolo... se você fosse mil pessoas, sabe, você causaria algum déficit no seu país. Mas você é só uma! Olhaí&lt;/span&gt; — e sorria — &lt;span style="font-style:italic;"&gt;que beleza!&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Ela tornava a berrar. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele, então, meio constrangido, buscava ensandecidamente uma solução para tamanha falta de jeito:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Veja, meu bem, vamos fazer uma análise introspectiva do seu caso, tá? Vamos, relembre-se: o que mais te satisfazia nesse relacionamento? &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Então, não sei decerto. Ahh, se você o conhecesse, também se apaixonaria torridamente.&lt;/span&gt; — ela ignorou seu olhar de estranhamento — &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Como dizia: aquele humor refinado, aquela mente cognitivamente privilegiada, incomensurável e ginecologicamente atraente...&lt;/span&gt; — atordoou-se um pouco, mas tornou a olhar para ele com um resto de sobriedade — &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Digo, acho que eram seus olhos ternos e a boca carnuda mesmo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Os lábios não eram miúdos? &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Isso. Miúdos. É que dependiam do ângulo do espectro de luz que incidisse sobre seu rosto. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Ah. E os olhos eram turvos, não eram?&lt;/span&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Isso. Intransponíveis! Contudo, quando conseguia captá-los, de alguma forma, não pareciam querer bem sequer a uma formiga. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele, então, virou-se um pouco para a janela como quem não soubesse exatamente as próximas respostas, embora pudesse prever certeiramente, pelo menos, suas reações posteriores. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— &lt;span style="font-style:italic;"&gt;... E o rosto plano, macio...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Não era abarrotado de pêlos? &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Sim, era. Digo da parte feita, então.&lt;/span&gt; — ela olha de volta atordoada a ele — &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Na verdade, não sei o que está me acontecendo. É você quem está me fazendo isso? &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Atualmente, não. Entretanto, considerando o seu recorrente comportamento, você pode me tornar um mago ou o que bem entender quando quiser, logo depois! &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela o olhava e perscrutava intimamente seu rosto. Num súbito, então, arreganhou seus olhos e boca, como se tivesse sido guarnecida da mais completa e divina luz:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Mas, meu Deus, você só deve ser um mago! &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Querida... &lt;/span&gt;— ele falava pacientemente — &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Não sou. Nada contra, mas, vai por mim, não sou. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela olhava&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;— É, sim. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;— Não&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;— É!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Dane-se&lt;/span&gt; — virava a cabeça — &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Continue sobre sua quimera...&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;— &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Pois é, se bem me lembro o seu rosto espetava tal como um cacto mesmo.&lt;/span&gt; — lembrava-se — &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Credo, e tinha um humor de um pedantismo... desnecessário! Lembro até de certo tempo que comecei a fazer certo esforço para rir de suas piadas incômodas e nem um pouco elegantes. E os olhos? Tinha mais pés-de-galinha que a própria ave. E a boca? Tinha uma mandíbula enorme, já o vi rugir certa vez. À noite, compartilhando da mesma cama que ele, tinha péssimas experiências oníricas envolvendo o dilaceramento de meus braços através de suas ferozes mordidas — talvez porque o tenha visto almoçar certa vez. Espreguiçava-se de quatro e fiapos de papel higiênico sempre o acompanhavam de modo a torná-lo num animal rabudo e a complementar, por fim, esse jocoso e bizarro complexo de humanóide que eu... que eu... ah, que eu tive o quê mesmo? &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Um relacionamento, se me lembro bem. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Ah &lt;/span&gt;— tinha seu último tom de perplexidade — &lt;span style="font-style:italic;"&gt;É isso. Obrigada, você, de todo jeito. Acho que realmente passou...&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Virou-se e caminhou em direção à janela. Abriu-a. Enxergava tantas outras quimeras. Pensou que não, então. Portanto a fechou. Abriu de novo. Não tinham mais quimeras. Não sabia mais distinguir o real e o relatado homem. Entretanto, não era no quarto oco que iria conseguir ativar sua memória - além de que, sem o quarto, não se tornaria essa pessoa ensimesmada que estava sendo. &lt;br /&gt;Fugiu, portanto. E sempre preferiu pensar que o tal homem do quarto era um mago — e de que havia escapado de um brutal assassinato por um leão bizarro, do qual ela própria havia sido cúmplice de sua criação.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1698745397805531042-3464923489087444590?l=adoteumviralatata.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://adoteumviralatata.blogspot.com/feeds/3464923489087444590/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1698745397805531042&amp;postID=3464923489087444590' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1698745397805531042/posts/default/3464923489087444590'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1698745397805531042/posts/default/3464923489087444590'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adoteumviralatata.blogspot.com/2010/07/memoria-praeteritorum-bonorum.html' title='Memoria praeteritorum bonorum'/><author><name>Thaís Cavalcanti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15993080038736525661</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-ono-gp6ScSQ/TxUuzrOWuCI/AAAAAAAAA3Y/oylXZ1oB2U0/s220/GEDC2177%2B%25281%2529.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1698745397805531042.post-1598521012859058263</id><published>2010-06-17T12:29:00.000-07:00</published><updated>2010-07-12T16:45:44.445-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='nonsense'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='conto'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='comunicação'/><title type='text'>Os Nuncas</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_1oaOiY1vB84/TBp8EHT2h0I/AAAAAAAAAas/5sHpYpcZZjw/s1600/three_red_monsters--.JPG"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 160px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_1oaOiY1vB84/TBp8EHT2h0I/AAAAAAAAAas/5sHpYpcZZjw/s200/three_red_monsters--.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5483831906400634690" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eram dois siameses e um seu estado integral. Nunca-Passado e Nunca-Futuro, praticamente, reverzavam suas atividades, habitados em suas poeiras de nuvens ontológicas, confabulavam e discutiam sobre de quem era a vez de morder a língua. Nunca-Passado era um velho e Nunca-Futuro, obviamente, também. Tinham aparências diferentes, entretanto. Pretérito Imperfeito (com ou sem subjuntivo) - era um dos pseudônimos de Nunca-Passado - tinha a pretensão pelo arrependimento, pelo sentimento de impotência e afins - mas, por vezes, era um tanto orgulhoso, sim; estava na genética dos Nuncas. Se metia em frases tanto como "Ahhh, se eu soubesse, &lt;span style="font-style:italic;"&gt;nunca&lt;/span&gt; teria...", como também "Ahh, mas nem se ele me amasse, &lt;span style="font-style:italic;"&gt;nunca&lt;/span&gt; que eu ia...".&lt;br /&gt;Futuro-Nunca, não. Ops, Nunca-Futuro, nessa ordem. É que até mesmo a narração tropeça por querer ostentar tão grande e insigne função desse tipo Nunca: todos o desejam, todos vivem por ele, todos anseiam em vê-lo, mas sempre sem sucesso. Na verdade, é sempre o mais citado, entretanto, sua carapaça inatingível se transforma imediatamente no Nunca-Presente. Enquanto Futuro, possui uma existência ínfima, quase um sopro vital que desaparece a cada "mas é claro que eu &lt;span style="font-style:italic;"&gt;nunca&lt;/span&gt; farei isso...". Com seus milésimo de trilionésimo de segundos, o Nunca-Futuro consegue gozar de uma felicidade plena de vida. Sua desmaterialização, contudo, consegue ser tão, mas tão imediata, que certas cadeias simples de carbono que pairavam por aquelas bandas que se ofereceram como testemunhas oculares e o próprio Nunca-Passado apenas identificaram o momento de transformação do Futuro-Nunca em um elemento químico não terrestre. Alegaram, entretanto, que, com sorte, poderiam vê-lo, de fato, no futuro. &lt;br /&gt;A comissão de linguistas, professores de gramática e afins encerravam o caso e acabaram, equivocadamente ou não, por tachar o Nunca-Passado como "o mais próximo que temos do Nunca-Futuro, até então". Com uma pontinha de desanimação, claro, pois sabiam que "o passado nunca iria construir o futuro. Nunca!" (exceto quando colocavam hífen em algumas palavras da frase e alteravam um pouco a pontuação, fazendo com que assim, pudessem a usar freneticamente). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A verdade é que o Nunca-Futuro era o messias dos linguistas, pois sabiam que quando ele comprovasse Sua existência, faria com que todos eles também finalmente entendessem a Santíssima Trindade dos Nunca e, certamente, por pertencerem a um então seleto grupo que entende algo tão complexo assim, seriam salvos. &lt;br /&gt;Entretanto, enquanto isso não acontecia, discutiam, pois, a banalização do Nunca-Presente, que possui grande acomodação no tempo constante de frases como "eu &lt;span style="font-style:italic;"&gt;nunca&lt;/span&gt; faço isso" e, consequentemente, atrela fundamentalmente seus atos também no passado, além de gerar expectativas num futuro que ele mesmo desconstruirá e desconstroi. Sabe-se também que, num gesto muito insolente, o Nunca-Presente se aproveita da falta de espaço de tempo do futuro para proferir frases que possuem a autoria do Nunca-Futuro. &lt;br /&gt;Nesse espaço de poeira cósmica em que estão insertos, então, os que sobraram, Nunca-Passado e Nunca-Presente, discutem quem possui a natureza mais indefectível dos dois e, assim, alegavam coisas como "o único espaço de tempo que existe é o passado: tudo não passa de um registro de memória" e o outro replicava com "IDIOTA!! O QUE ACHA QUE ESTAMOS FAZENDO AGORA?!", o outro treplicava "o que você acabou de dizer já é passado. E isso também, e isso, e isso, e isso...", até receber um chute do outro que terminava com um "POIS TOME ESSE PRESENTE!!"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Confusos, atordoados e sentindo-se um pouco culpados, os linguistas, filósofos, professores, pesquisadores da comunicação e até mesmo os desocupados resolveram entrar num consenso e substituir os Nuncas pelo Jamais. &lt;br /&gt;Mas quando descobriram que também isso não daria certo, resolveram abrir a mente para uma nova semântica nas próximas frases e aceitaram adotar o incerto "pode ser" ou o "quem sabe". &lt;br /&gt;Cansados da falta de sentido que haviam criado e preocupados com a popularização das novas expressões, esses estudiosos resolveram cunhar uma sentença e soltá-la por aí como provérbio popular: para cada indivíduo incrédulo sobre a morte dos Nuncas, rapidamente diziam "Nunca diga nunca!"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E, assim, nos parece que o ciclo e a maldição dos Nunca &lt;span style="font-style:italic;"&gt;pode ser&lt;/span&gt; que não tenha acabado. &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Quem sabe&lt;/span&gt;?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1698745397805531042-1598521012859058263?l=adoteumviralatata.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://adoteumviralatata.blogspot.com/feeds/1598521012859058263/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1698745397805531042&amp;postID=1598521012859058263' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1698745397805531042/posts/default/1598521012859058263'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1698745397805531042/posts/default/1598521012859058263'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adoteumviralatata.blogspot.com/2010/06/os-nuncas.html' title='Os Nuncas'/><author><name>Thaís Cavalcanti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15993080038736525661</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-ono-gp6ScSQ/TxUuzrOWuCI/AAAAAAAAA3Y/oylXZ1oB2U0/s220/GEDC2177%2B%25281%2529.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_1oaOiY1vB84/TBp8EHT2h0I/AAAAAAAAAas/5sHpYpcZZjw/s72-c/three_red_monsters--.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1698745397805531042.post-486041396808135327</id><published>2010-04-07T19:25:00.000-07:00</published><updated>2010-07-12T22:31:23.464-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='nonsense'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='conto'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='amor'/><title type='text'>A pedra</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_1oaOiY1vB84/S71D0QKu8II/AAAAAAAAAVQ/n5iTfMAgKfg/s1600/old-manBLOG.jpg"&gt;&lt;img style="float: left; margin: 0pt 10px 10px 0pt; cursor: pointer; width: 200px; height: 174px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_1oaOiY1vB84/S71D0QKu8II/AAAAAAAAAVQ/n5iTfMAgKfg/s200/old-manBLOG.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5457592888415154306" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;AVISO: O Blogspot.com cansou de não se responsabilizar pela leitura e, atualmente, simplesmente não se importa. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se algum dia me fosse concedido a dádiva de poder mudar qualquer coisa que considerasse como um fardo na vida, certamente seria o de ser o narrador onisciente. Longe de mim parecer ter má-vontade ao descrever minhas histórias. Mas entendam: defrontar com as mais absurdas e inverossímeis situações acaba desatinando qualquer ser vivo. Aliás, pertencer a um plano literário é relativizar minha existência: falo, penso, conto histórias, mas estou vivo? Afora isso, minha presença onisciente é o que vitaliza, de fato, as personagens de terceira pessoa. Antes de minhas observações, são apenas chumaços de inconsciência, uma neblina com um discurso inteligível para humanóides. E é minha função, portanto, converter essa comunicação - tão abstrata - em um canal mais acessível, como a língua. &lt;br /&gt;O que mais me dói, porém, é jamais receber a real empatia do leitor acerca do meu tratamento com as personagens: ele jamais saberá - talvez chegue a saber, mas dificilmente valorizará - o quanto as cultivei, estudei e as guardei. E o quanto me dói a cabeça por estar em cima do muro que me separa entre o verossímil e o inverossímil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois bem, sei que minhas procrastinações te irritam, mas como nunca manifesto minhas observações pessoais, achei que um pouco de desabafo não faria mal a ninguém. Perdoem a catarse e comecemos, leitor incompreensível: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estava eu, sob a sombra de uma árvore, regado a mansidade e água fresca, quando - num ímpeto - um certo indivíduo velho e rancoroso perfura cenário literário adentro, de modo a rebater uma vastidão de letras e palavras desconexas diretamente na minha cara - soube, nesse instante, que seria mais uma daquelas cenas. &lt;br /&gt;O velho, que comecei a simpatizar (talvez pela minha natural compaixão) aproximava-se de uma, igualmente velha, pedra. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Boa tarde, minha cara.&lt;/span&gt; - dizia com certa dificuldade à pedra - &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Dias ensolarados estes, ein? Estão de rachar&lt;/span&gt; - e voltava a olhar, com alguma graça e malícia, para a rocha. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A pedra parava. O velho olhava com certa confusão entre o incômodo e a curisiodade. Resolveu se sentar. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Sabe... agora que cheguei nesta etapa, percebo como é engraçado essa coisa de vida. No começo a gente chora, não quer participar, é obrigado a usar uns panos, sabe&lt;/span&gt; - olhava de volta para a pedra - &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Você não teve isso, não foi?&lt;/span&gt; - voltava a olhar, como se esperasse uma resposta. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A pedra rochava. O velho, então, continuou:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Pois bem, daí surge sua mãe e lhe ensina umas coisas e lhe dá colo, e aí você sente que tudo pode ficar (e até fica) mais gostoso&lt;/span&gt; - olhava meio pra cima - &lt;span style="font-style:italic;"&gt;e aí é a fase que você começa a aflorar o que depois vai acreditar se chamar "imaginação"... você acredita nisso? É engraçado como a língua pode tirar certas fortunas de uma criança. Você imagina que um menino tem um mundo todinho paralelo a este que conhecemos e posteriormente irão fazê-lo chamar isto de "uma invenção sua"? Eu, pelo menos, nunca acreditei que uma coisa que julgasse ser real não o seria por não pertencer a uma mente coletiva&lt;/span&gt; - falava com um tom na voz que beirava a brutalidade. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A rocha só pedrava, ainda assim.   &lt;br /&gt;O velho suspirava nostalgicamente e se deitava sobre a grama. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Amanheceu rápido, não?&lt;/span&gt; - esperou uma resposta novamente, mas voltou a falar rapidamente - &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Digo, não tenho nada contra o dia, contudo gostaria que a noite demorasse mais&lt;/span&gt; - tossia - &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Isso me faz pensar na vida também. Tantas vezes que pedi uma tréguazinha ao tempo, sempre pedi "calma lá com a pressa". Só tenho uma vida pra viver e com tantas outras vidas. Vinte e quatro horas é tão pouco tempo pra um dia e, basicamente, nossa vida consiste unicamente &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;neste&lt;/span&gt; dia&lt;/span&gt; - retornava o olhar cansado para a pedra - &lt;span style="font-style:italic;"&gt;mas ele me respondia igualzinho a você.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A rocha rachava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Foi quando me tornei ranzinza. Não sei se me tornei assim reclamão por não conquistar plenamente meus objetivos ou se do contrário: não conquistei minhas ambições por ter me tornado ranzinza&lt;/span&gt; - franzia a testa, de modo a acentuar suas rugas; sua expressão havia conseguido se tornar ainda mais deprimente - &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Foi quando, então, me defendi do tempo. Entendi que não devia ter sentimento por alguém se não quisesse padecer ao ver esse objeto do meu afeto fenecer. Eu sabia que teria sentimento demais e me perguntei "se o tempo, que age diretamente com as pessoas, se mantém sempre vivo e com grande poderio sem necessariamente ser bom às pessoas... por que eu tenho de confiar... no afeto?" &lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;O sol, à medida que ia descendo, incidia diretamente na pedra, fazendo-a rachar mais. Se alguém, além da pedra e de mim - que estou acostumado com esse tipo de diálogo de personagem - estivessem ouvindo aquele velho, certamente morreria antes dele. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- &lt;span style="font-style:italic;"&gt;E então aprendi a lidar com a vida. Peguei-a de jeito, sabe. Fui duro como você. Não sei dizer se fui racional. Essa palavra é, em alguns casos, tão destrutiva assim como "imaginação" é pra mim: afinal, como defini-la se a gente tem referenciais que se divergem em relação ao que consideramos sensatez?&lt;/span&gt; - pensava - &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Como falava: trabalhei, dei duro. Deixei de lado um pouco novas oportunidades e pessoas, mas cumpri meu papel... acho.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O velho se acomodava mais na grama e falava com orgulho:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Foi uma vida extenuante, mas lucrativa. E não é que eu goste de dinheiro, pode olhar pra mim e notar que sou simples&lt;/span&gt; - e se exibia em frente à pedra - &lt;span style="font-style:italic;"&gt;mas precisava de um subterfúgio pra evitar o tempo. Tem gente que chama isso de "ideologia"&lt;/span&gt; - tosse forte e galantemente pede desculpas - &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Vá lá que seja. Eu cumpri minha missão. Fui bem nos negócios, tive uma vida estimuladora para os outros. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A pedra rachava mais fundo. Começava a estalar. O velho se assusta, mas, ainda absorto em sua linha de raciocínio, torna a voltar a falar: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- &lt;span style="font-style:italic;"&gt;O que faz me sentir assim, meio vazio, meio sem guia agora, eu não sei. Temo ser a volta do tempo a atacar contra mim, temo ser essa velhice, mas acho que temo ainda mais não ser nada disso. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O sol estava a pino. A pedra estalava - rachava rachava e rachava - até que vários pedregulhos foram atirados, ricocheteados e estatelados no chão. Uma enorme cratera abriu-se na pedra que, com muito desengonço e numa voz grave e quase inteligível - juro, esta cena que é exdrúxula até mesmo para mim, narrador, que já deveria estar acostumado com este tipo de coisa - balbuciou: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Que inveja de você que ao menos teve chance. Quem me dera um dia poder amar. &lt;/span&gt;  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Quem me dera um dia poder amar" - exatamente assim, sem saber se "dia" é objeto direto ou oração intercalada - eram as ondas sonoras que tinham a exata vibração que poderiam rachar a cabeça do velho. &lt;br /&gt;E uma vez que ele não pôde falar, a pedra parecia ter roubado as suas cordas vocais e o deixou estático, duro, como se naquela específica conversa, só um pudesse falar e só um podia ser pedra - embora fosse difícil eleger o mais apto para tal cargo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Quem me dera um dia poder amar! Quem me dera um dia poder amar! Quemmederaumdiapoderamar!...&lt;/span&gt; - repetia a frase disparadamente uma atrás da outra&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O sol já começava a baixar e a querida noite do pobre ancião estava por vir. Ele, entretanto, com o olhar completamente tomado pela pedra, a via expressar-se, com todo sentimento que podia, "Quem me dera um dia poder amar" e franzia seu rosto, enrugava-o, mas não entendia.&lt;br /&gt;A pedra não tinha mais sol e não racharia, por enquanto - mas sabia que alguém iria fazê-lo em seu lugar. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E este foi todo o relato que tive. Não quis continuar naquele ambiente que me parecia agora inóspito e, então, voltei para cima do meu muro que separa o literário do não-literário. Não deveria ter me assustado, mas confesso que essa bizarrice me provocou medo - e, dado minha condição de personagem, tive até medo de ter esse medo. &lt;br /&gt;Saí de lá e prefiro, por um instante, esvair minha confusa existência porque tive sensações que diria serem vagas e esquisitas demais para mim... mas confesso que mais incompreensível ainda é uma pedra "pedrar" pra sempre.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1698745397805531042-486041396808135327?l=adoteumviralatata.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://adoteumviralatata.blogspot.com/feeds/486041396808135327/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1698745397805531042&amp;postID=486041396808135327' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1698745397805531042/posts/default/486041396808135327'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1698745397805531042/posts/default/486041396808135327'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adoteumviralatata.blogspot.com/2010/04/pedra.html' title='A pedra'/><author><name>Thaís Cavalcanti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15993080038736525661</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-ono-gp6ScSQ/TxUuzrOWuCI/AAAAAAAAA3Y/oylXZ1oB2U0/s220/GEDC2177%2B%25281%2529.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_1oaOiY1vB84/S71D0QKu8II/AAAAAAAAAVQ/n5iTfMAgKfg/s72-c/old-manBLOG.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1698745397805531042.post-1508912620930126584</id><published>2010-02-01T23:31:00.000-08:00</published><updated>2010-09-05T13:30:37.992-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='momento marvin'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='animais (como se não fosse óbvio)'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='napoleão bonaparte'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='divagações'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='metalinguagem'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='conto'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='relacionamentos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='desabafo de personagem'/><title type='text'>Vaca, não era?</title><content type='html'>O problema era ser vaca, não era? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Literalmente - e não o adjetivo de mau cunho. Mas bovina: gorda, malhada e tudo.&lt;br /&gt;Talvez. Mas se tivesse nascido plâncton, o problema seria ter nascido plâncton – e seria um problema ainda maior o fato de, porque nasceu plâncton, não ter problema. &lt;br /&gt;“Quem me dera ser um peixe” proferiu, em algum súbito de inconsciência, um tal de Fagner, e eu o teria parafraseado - se ele não tivesse perdido o fluxo de bons fluidos do seu inconsciente e, por um deslize, enveredado por caminhos de más intenções em suas hipotéticas habilidades aquáticas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas esqueçam tantas delongas: o problema era ser vaca. Não teria outra natureza específica que eu almejasse, era só cansaço mesmo – mas se tivesse nascido uma coisa diferente a cada dia, seria constantemente a inconstância, portanto, metamorfose, outra natureza fixa da qual me cansaria, não era? Pensei se teria dado sorte se tivesse nascido humana. Daí lembrei que, como então mulher, acharia um problema achar que nascer como ser humano é um problema – então descartei a ideia. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Voltei a ruminar. Sei que parece ridícula a idéia do pasto em concomitância com os pensamentos filosóficos sobre a vida, mas, em minha modesta opinião de vaca apenas, há diversos comportamentos humanos também questionáveis e nem por isso estou discutindo com você. &lt;br /&gt;Voltando: voltei ao meu pasto. Não era um peixe, já havia me conformado antes mesmo da música – mas tive uma fisgada. Ontológica, digamos. Sabia que se tivesse sido humana, estaria tão intrigadamente em torno do meu âmago que dificilmente pensaria na idéia da comunhão com outras vidas – ora, somos isso tudo aqui, todo esse cosmo, e não é porque entendo intimamente este corpo que carrego e que me pesa que sou apenas isso; como se o meu presente é a vida, o &lt;span style="font-style:italic;"&gt;existir&lt;/span&gt;, e não este corpo? - e, portanto, dificilmente deixaria de possuir uma vida só humana. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas a vida – que por ser tão livre precisa ser segredo - só não é desvendada porque antagoniza o corpo – que é prisão. Mas tenho culpa se eu, vaca, desejo mudar isso nesta vida? &lt;br /&gt;E mudaria, acharia um modo. &lt;br /&gt;Discorreu Luís Fernando Veríssimo – sim, criei a habilidade de ler aqui, sou um animal bovino que sabe desfrutar astutamente das vantagens do mundo literário - em alguma crônica que Napoleão Bonaparte tinha a grande ambição de poder escrever, como não conseguiu, partiu para o plano B de dominar o mundo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*&lt;span style="font-style:italic;"&gt;suspira&lt;/span&gt;*&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pensei em mim e como me livrar disto – drasticamente, percebam - que é prisão: bem, escrever não seria para uma vaca nem mesmo aqui – tenho cinco minutos de fama agora, mas e quando minha estória acabar? - e sou modesta demais para dominar o mundo todinho.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olhei adiante. Sabia que a estória iria começar nesse parágrafo: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não estava mais no pasto, havia sonhado, talvez, mas um local fechado – acordei, inclusive, porque sou claustrofóbica – com supostas quatro rodas pesadas que me transportavam com outros desnorteados e avoados bovinos. A porta se abrira. Alguns açougueiros adiantes e algumas noções de realidade apreensiva surgiram nas pobres cabeças dos outros bois. Eis que: uma epifania! Uma visão miraculosa e algum sentimento de justiça que, juro, esse Deus não poderia ter me dado à toa! &lt;br /&gt;E justiça seria feita – dizem que Deus escreve certo por linhas tortas. E, com alguma ira animalesca e feminina, dou por mim na casa de animais: clientes assustados, carnes derrubadas. Mais nove haviam escapado. Direciono-me a um tal de Orlando, funcionário que salgava carne seca nos fundos, mas ele se tranca no banheiro. Nada. E minha ira bovídea de justiça? E a vontade de trocar a única natureza que possuo? Vá lá, ser assassina estaria mais pra ganhar um novo adjetivo que apenas me complementaria, mas não me faria tornar uma nova coisa, entretranto, ainda assim é mais de uma vida em uma só – e vida justiceira, não era? &lt;br /&gt;Avistei um dos açougueiros. &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Peguei-o. Machuquei-o. Pisei. Pisei.&lt;/span&gt; Justiça era feita? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*&lt;span style="font-style:italic;"&gt;suspira de novo&lt;/span&gt;*&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não... &lt;br /&gt;Parece que minha suposta epifania teria se esvaído. Se tornar assassina não era criar uma natureza a mais em uma só vida, era só um adjetivo que corromperia – ainda mais - a comunhão de vidas que existia nesta de que vivemos e interagimos agora. E eu, pobre, só uma vaca. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de machucá-lo violentamente, desisti. Das outras vidas bovídeas naquele infeliz recinto não tive notícias, mas eu segui. E tudo isto, apesar de tudo, ainda parece e tem tom de uma piada.  &lt;br /&gt;Mas se parei é porque se tornar assassina já não adiantaria – o problema era ser vaca, não era? Mas se tivesse nascido plâncton ou humano o problema seria o mesmo, talvez. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Digo talvez e não com certeza, porque assim deixo existir a dúvida de que não há como saber – uma vez que não posso, e nunca, estar na pele deles - e de que também há: existe a comunhão das vidas, não é? (ora, se deixo de existir, você também e vice-versa... isso não o incomoda?) &lt;br /&gt;O problema era ser vaca? Era. Mas compenetrar em outras mentes e seus complexos mundos – ainda que eu não os conheça intimamente como este corpo – seria o meu placebo para não me cansar por ter uma vida &lt;span style="font-style:italic;"&gt;apenas&lt;/span&gt; bovídia.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1698745397805531042-1508912620930126584?l=adoteumviralatata.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://adoteumviralatata.blogspot.com/feeds/1508912620930126584/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1698745397805531042&amp;postID=1508912620930126584' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1698745397805531042/posts/default/1508912620930126584'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1698745397805531042/posts/default/1508912620930126584'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adoteumviralatata.blogspot.com/2010/02/vaca-nao-era.html' title='Vaca, não era?'/><author><name>Thaís Cavalcanti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15993080038736525661</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-ono-gp6ScSQ/TxUuzrOWuCI/AAAAAAAAA3Y/oylXZ1oB2U0/s220/GEDC2177%2B%25281%2529.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1698745397805531042.post-3902194422222310853</id><published>2010-01-12T12:57:00.000-08:00</published><updated>2010-04-03T20:34:31.049-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='produtos de insônia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='espontaneidade'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='divagações'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='metalinguagem'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='relacionamentos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='projeto de crônica'/><title type='text'>Rapidinha</title><content type='html'>Há algum tempo atrás censurava os textos espontâneos. Quero dizer, até não, alguns súbitos de espontaneidade criaram interessantes parágrafos, mas a matéria bruta não era usada como viera ao mundo, somente estratificada, triturada, jogado no trigo, amassada até obter uma massa única, levado ao forno e hum... Nem sempre a receita certa. (Acho que devo ter esquecido o fermento.) &lt;br /&gt;Hoje, não. Perdoe-me: agoríssima, nesse instantíssimo, não. Isso porque já perdi algumas pequeníssimas divagações ― e você sabe, as divagações comportam-se da mesma forma que o homem e a mulher em pré-relacionamento o fazem no período da conquista: é preciso muita conversa e muita lábia para que ela ceda. Primeiro, se deve entendê-la, depois captar o direcionamento do assunto ― e é precisto estar precavido de alguma bagagem de conversação, pois, em casos de lacunas "papeativas" (Deus salve a América e os neologismos!), lembrar-se de usar jogo de cintura para voltar a assuntos que o deixem seguro ― e BENG! As mocinholas, os rapazóides e as divagações estão em suas mãos. (Não me pergunte, porém, que diabos de som a onomatopéia ali no meio deveria imitar ou que deveria acontecer nesse meio tempo.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ahh... a vida, as divagações, os cosmos e os relacionamentos são questões mais pragmáticas do que contrariamente está incutido na mente dos seres humanos. Às vezes ― digo isso porque estou escrevendo minha divagação, mas, pela cara estranha que essas palavras fazem, devo estar avançando muito rápido neste encontro ― é preciso esquecer um pouco o requinte e, ao partir com espontaneidade, ir despindo uma letrinha aqui, cortejar a virilidade do "R" ali, tocar uma entrelinha... Hummm... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como vocês podem ver, qualquer asno, livrando-se da artificialidade, pode se meter num relacionamento ou numa divagação ― por piores e efêmeras que sejam. &lt;br /&gt;Nenhuma palavra mais quer ceder a mim, entretanto. (seria o desgosto pela onomatopéia estranha que nos atrapalhou?) &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desconfio que acabo de ter um &lt;span style="font-style:italic;"&gt;péssimo&lt;/span&gt; encontro.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1698745397805531042-3902194422222310853?l=adoteumviralatata.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://adoteumviralatata.blogspot.com/feeds/3902194422222310853/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1698745397805531042&amp;postID=3902194422222310853' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1698745397805531042/posts/default/3902194422222310853'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1698745397805531042/posts/default/3902194422222310853'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adoteumviralatata.blogspot.com/2010/01/divagando-as-conquistas-e-conquistando.html' title='Rapidinha'/><author><name>Thaís Cavalcanti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15993080038736525661</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-ono-gp6ScSQ/TxUuzrOWuCI/AAAAAAAAA3Y/oylXZ1oB2U0/s220/GEDC2177%2B%25281%2529.JPG'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1698745397805531042.post-8576521446841689916</id><published>2009-12-01T11:52:00.001-08:00</published><updated>2010-02-03T00:07:10.193-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='produtos de insônia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='nonsense'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='diógenes'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='divagações'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='metalinguagem'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='conto'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='desabafo de personagem'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='comunicação'/><title type='text'>A arte de entender a subjetiva comunicação objetivamente</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_1oaOiY1vB84/SxrPNBSF21I/AAAAAAAAASY/TQhEN02pPLw/s1600-h/Confusion_of_Tongues+-.png"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 172px; height: 200px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_1oaOiY1vB84/SxrPNBSF21I/AAAAAAAAASY/TQhEN02pPLw/s200/Confusion_of_Tongues+-.png" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5411865724828638034" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Benício. Os olhos turvos, média estatura, a calvície e a longa idade. O paletó asseado, a nobreza. A antiguidade, a longa descrição, as luvas na mão para que essas não sejam eivadas pelas asqueiras da vida, a hipocondria. A pontualidade na escrita. Sobretudo, a objetividade. A objetividade clássica, a aparência jônica e a vida metrificada.&lt;br /&gt;Tudo isso em ruínas.&lt;br /&gt;Eu, que te poupei o trabalho de que tu que tenhas que estereotipar uma personagem, ao vagar pela ilha de Bora Bora (desconfio que a falta de objetividade comece aqui), deparo com uma figura de campo energético extremamente intenso e carregado. Apesar de a contragosto, fui carregado a esta curiosa personagem por uma força maior (não, "força maior" é de uma subjetividade versátil demais, falemos de "curiosidade" - que, por ser sentimento, é ainda muito subjetivo, contudo é mais genérico)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Bom dia! – soltei, muito polidamente&lt;br /&gt;-&lt;span style="font-style:italic;"&gt; Grunf!&lt;/span&gt; – retornou-me pomposamente a figura&lt;br /&gt;- &lt;span style="font-style:italic;"&gt;E então...&lt;/span&gt; – fui persuadindo-a de mansinho – &lt;span style="font-style:italic;"&gt;não vai se apresentar, se nomear, explicar, estereotipar? Os leitores e as personagens figurantes&lt;/span&gt; – Ah, leitor, esqueci-me de citá-las, é que elas sempre perambulam pelas estórias e histórias sem serem percebidas mesmo... – &lt;span style="font-style:italic;"&gt;estão ficando aflitos com seu conturbado campo!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;- &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Por quê?&lt;/span&gt; – rodopiava a figura&lt;br /&gt;- &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Questão de continuidade de raciocínio... sabe como é que é... trava.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;- &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Pois bem&lt;/span&gt; – chicoteava a figura – &lt;span style="font-style:italic;"&gt;sou um zigurate babilônico e me chamo Objetivo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora, sim! Todo o cenário imaginativo havia mudado e nunca me senti tão tolo e absurdo por falar com algo semelhante a... Torre de Babel. Moldei-me todo para acreditar tal naquela situação tão inconcreta, de modo que pudesse me acomodar, normalizar a situação e, portanto, me sentir são. (desconfio que isso tenha sido a segunda parte da falta de objetividade.) Suspirei, mas não consegui conter o esganiço:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Como podes tu, logo tu, seres objetivo? Se tu estás a falar com a figura do homem: a real objetividade?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;- &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Credo, pra quê tanta pompa num papo coloquial, amigo?&lt;/span&gt; – o zigurate boqueou-me e como retomei o olhar com ódio e frustração, tornou-se a responder – &lt;span style="font-style:italic;"&gt;certo, se estiver entendendo, assinta com a cabeça, ...?&lt;/span&gt; - e, objetivamente, me lançou um olhar com curiosidade. &lt;br /&gt;- &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Benício.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;- &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Benício. Certo, Benício, assinta com a cabeça quando estiver entendendo, ok?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu assenti.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Vejamos: se é você a objetividade...&lt;/span&gt; – narigava ele – &lt;span style="font-style:italic;"&gt;então, seguindo sua própria linha de raciocínio, eu só posso ser o que sobrou: a subjetividade. Concorda?&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Eu assenti.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Portaaanto... nada mais subjetivo do que uma objetividade sendo subjetiva&lt;/span&gt; – ele, incrivelmente e objetivamente sorriu – &lt;span style="font-style:italic;"&gt;não é mesmo?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu parei de assentir. Esmiucei todo (claro que metaforicamente!) e gaguejei:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- &lt;span style="font-style:italic;"&gt;A-acho que estou com um pouco de dor de cabeça.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O zigurate encarava um bem-te-vi que passava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Grunf!&lt;/span&gt; – galantemente o fez para o pássaro e imediatamente virou-se para mim – i&lt;span style="font-style:italic;"&gt;sso é erro seu, sabe... desde pequeno, quando aprendeu a comunicação oral e a aprimorou em seu amadurecimento. Se tivesse usado todas as comunicações que estavam incutidas em você quando pequerruxo – e você as sabia usar, na medida do possível -, não teria problema. No entanto, concentrou-se meramente em uma e, cada dia mais, foi implodindo as outras formas de se comunicar, sabe...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;- &lt;span style="font-style:italic;"&gt;E daí?&lt;/span&gt; – falei concentradamente muito são: sim, eu havia conseguido!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como resposta, o zigurate, que agora afirmava se chamar Rosseau (perguntei: “&lt;span style="font-style:italic;"&gt;por causa do filósofo?&lt;/span&gt;”, ele retrucou “&lt;span style="font-style:italic;"&gt;nah... tive uma namoradinha que gostava do nome&lt;/span&gt;”), entoou a 9ª sinfonia de Beethoven – sua arcádia dentária tinha sido substituída por teclas de piano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu não perdia o orgulho. Nem a pose. Mesmo diante de tamanho &lt;span style="font-style:italic;"&gt;nonsense&lt;/span&gt;! Os princípios e a imagem são as coisas mais objetivas que um ser (inanimados, animados... dane-se! “Não entender” é também de uma objetividade pura) pode ter. (desconfio que isso tem sido a terceira parte mais subjetiva.)&lt;br /&gt;Deus, como pensar com essa música?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma das personagens figurantes, entretanto, se achou de aparecer porque eu as havia apresentado no início. Era Alexandre, o Grande. E o que era pior: tendo como companhia de sua caminhada Diógenes, o Cínico – que implantara rodinhas em seu barril para um bom passeio pela fabulosa vista de Bora Bora&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-&lt;span style="font-style:italic;"&gt; Salve, salve, camarada! Eu e o Di&lt;/span&gt; – e apontava pra Diógenes – &lt;span style="font-style:italic;"&gt;estamos agradecidos por ter nos impulsionado a aparição. A propósito, se quiseres alguma e qualquer coisa, peças ao Di, e não a mim!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E com sua ida, não pude deixar de notar que, embora ainda com expressão muito emburrada, o quão cheio de adornos estava o Di! Entretanto, não era ainda o que mais me intrigava:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Como podem eles não fazer sentido se são de carne e osso?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;- &lt;span style="font-style:italic;"&gt;São personagens históricas, portanto, memória humana – e essa é passível de alterações. Não são carne e osso, mas fazem mais sentido do que você pensa: note essa cordialidade entre eles! A memória pode até vir com seus contratempos, mas, se soubermos como, dá para usá-la como representante da afetividade, por vezes.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;- &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Não entendo.&lt;/span&gt; – roubava o cinismo de Diógenes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Zigurate, incrivelmente e mais uma vez objetivamente, olhou-me e triturou-me cada pedacinho (é claro que metaforicamente!):&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- &lt;span style="font-style:italic;"&gt;o seu “não entender” não faz o menor sentido.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como se por vingança de ter meu orgulho ferido e por questões de princípios, invadi hall adentro daquele enorme zigurate. Subitamente, objetividade e subjetividade começaram a se difundir, de modo que o abstrato se tornava mais fácil de se entender e o concreto se relativizava. Como desconfiei que esse caos seria, portanto, criação minha, acabei – por ironia do destino – por me defender da forma mais insana que pude. Não me abaixei (embora tivessem concretos que literalmente caiam), não corri: me belisquei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acordei.&lt;br /&gt;...&lt;br /&gt;Fui olhar a janela. As pessoas passavam umas as outras. Algumas se comunicavam verbalmente. Consolidavam relações, empatias. Uma ou outra criança corria ao fundo. Tudo seria objetivamente. A menos que elas não queiram tão só e pouca comunicação.&lt;br /&gt;Desconfio que esse sonho e estas idéias não tenham sido partes tão subjetivas assim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em prol disso, pararei de escrever e espero, então, que a nossa comunicação continue a ser compreendida.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1698745397805531042-8576521446841689916?l=adoteumviralatata.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://adoteumviralatata.blogspot.com/feeds/8576521446841689916/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1698745397805531042&amp;postID=8576521446841689916' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1698745397805531042/posts/default/8576521446841689916'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1698745397805531042/posts/default/8576521446841689916'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adoteumviralatata.blogspot.com/2009/12/oh-ceus-oh-duvida.html' title='A arte de entender a subjetiva comunicação objetivamente'/><author><name>Thaís Cavalcanti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15993080038736525661</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-ono-gp6ScSQ/TxUuzrOWuCI/AAAAAAAAA3Y/oylXZ1oB2U0/s220/GEDC2177%2B%25281%2529.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_1oaOiY1vB84/SxrPNBSF21I/AAAAAAAAASY/TQhEN02pPLw/s72-c/Confusion_of_Tongues+-.png' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1698745397805531042.post-7183328963850088140</id><published>2009-09-06T00:03:00.000-07:00</published><updated>2010-02-03T00:05:23.682-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='produtos de insônia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='nonsense'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='lobo occipital'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='divagações'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='conto'/><title type='text'>Penso, logo não durmo</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_1oaOiY1vB84/SqUzGJPDkMI/AAAAAAAAARg/QeCG3h5BtP0/s1600-h/Smurfs-Wallpaper-the-smurfs-251171_1024_768.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 150px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_1oaOiY1vB84/SqUzGJPDkMI/AAAAAAAAARg/QeCG3h5BtP0/s200/Smurfs-Wallpaper-the-smurfs-251171_1024_768.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5378761510615224514" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;AVISO: O Blogspot.com cansou de não se responsabilizar pela leitura e, atualmente, simplesmente não se importa. &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Certa noite, dessas de nenhuma particularidade especial ― em que não há lua cheia, ou ao menos não se sabe se há lua cheia ―, uma figura adentrava no compartimento de trabalho da outra. A figura, da qual vale a pena ressaltar seu aspecto flatulento e decadente (desde a camisa de botão apertada que acentuava sua gordura, grande altura e mamilos aos óculos de tartaruga que retiam os pingos de suor provenientes de uma atual área de couro cabeludo desmatado), verificou bem o lugar onde tanto havia demorado para chegar e, ao perceber uma placa com os dizeres "Departamento do Lobo Occipital", despejou sobre a mesa a pilha de dois andares de livros, planilhas e todo tipo de material que trazia consigo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;― Aqui estão, senhor! Informações que você vai precisar pro desenvolvimento do pensamento...&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A outra figura do outro lado da mesa ― e todas essas características das personagens são tão inúteis como o céu de hoje, mas, ainda assim, iremos falar ― tinham olhos fundos, que não piscavam uma vez e, quando falava, notava-se muita cautela para que articulasse bem as palavras que soltava. Era medroso, verdade. Contudo, se não fosse medroso, seria um "balbuciador de palavras" e, portanto, louco. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;― &lt;em&gt;... Pensamento?!&lt;/em&gt; ― comunicava com grande esmero uma fala que nem era tão engenhosa assim.&lt;br /&gt;&lt;em&gt;― Isso, amigo, trouxe informações de tudo que é lugar e tempo: desde Nabucodonosor até as fornecidas há instantes pelo Twitter do presidente americano. Trago também intertextualidades: as regras do novo acordo ortográfico e a ordem político-econômica de todos os países participantes. Tenho a utilização perfeita de todos os elementos químicos na culinária; o sentimento nacionalista exacerbado entre povos antigos já esquecidos: os Smurfs...&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;― &lt;em&gt;O QUE É ISSO?! O SISTEMA ENLOUQUECEU?!&lt;/em&gt; ― interrompia e berrava o Chefe do Departamento ― &lt;em&gt;isso é a coisa mais absurda que já ouvi! Afora a situação política dos Smurfs, como poderei administrar toda essa informação agora? E desde quando o pronome de tratamento que você deve dirigir a mim é "amigo"?&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;― Desculpe, amigo.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;― Senhor!&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;― Senhor. &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O desengoçado mediante ficara petrificado com a reação do Chefe em relação às informações trazidas. Por sorte, haviam lhe precavido que tal situação poderia ocorrer e lhe guarneceram com um papel de instruções para casos de emergências e revoltas. Meteu a mão no bolso e tornou a ler:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;― Hã... tem algum livro de Domenico de Masi aí no meio, não tem?!&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;― Tem.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;― "Ócio Criativo"?&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;― &lt;em&gt;Isso&lt;/em&gt; ― falava com um olhar cortante, de que não caíria na possível pedante argumentação que poderiam incutir no tolo mediante. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O mediante olhava uma parte do papel que, devido ao seu suor, havia borrado e se tornado completamente ilegível. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;― &lt;em&gt;Olha, eu não consigo entender o resumo ou a problemática do livro, mas uma intuição me diz que você deve unir todas essas informações a fim de, no futuro, usá-las numa perfeita combinação entre lazer, negócios e criatividade, sabe, senhor. &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;― &lt;em&gt;Intuição?!&lt;/em&gt; ― falava com deboche o do outro lado da mesa&lt;br /&gt;― &lt;em&gt;Isso mesmo, amigo. &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Chefe do Departamento começou a pensar sobre a ideia, ou ao menos foi o que aparentou fazer, até sua boca começar a espumar fortemente, seu corpo começar a cair e convulsões tenham sido começadas. Tudo isso porque, antes de se comunicar, não havia estruturado bem suas palavras. Não pensava, balbuciava. Entretanto, tornou-se corajoso, enfim, mas, como suspeitávamos, tornou-se louco. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;― Informações... tirar... daqui... mesa &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por alguma razão literária, ele até se expressou bem, porque o mediante conseguiu entendê-lo (embora sempre ache que nunca consegue entender decerto bem)  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;― &lt;em&gt;Não estou entendendo, amigo! "Tirar informações"?! E levá-las para onde?&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;― &lt;em&gt;Amontoe-as... ali... Sessão Onírica Automática...&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;― &lt;em&gt;Sessão Onírica?! "Automática" ainda por cima, que colocam informações tão desordenadamente! Isso não tem o menor sentido...&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com olhos cada vez mais fundos, espuma cada vez mais densa, o Chefe do Departamento, ainda assim, conseguiu formular um único berro inteiro: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;― &lt;em&gt;O SISTEMA QUE NÃO FAZ O MENOR SENTIDO! SÃO 03:37 DA MANHÃ! MANDE TUDO PARA A SESSÃO ONÍRICA AUTOMÁTICA JÁ!&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;― &lt;em&gt;Mas, amigo...&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;― &lt;em&gt;É SENHOR!&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1698745397805531042-7183328963850088140?l=adoteumviralatata.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://adoteumviralatata.blogspot.com/feeds/7183328963850088140/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1698745397805531042&amp;postID=7183328963850088140' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1698745397805531042/posts/default/7183328963850088140'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1698745397805531042/posts/default/7183328963850088140'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adoteumviralatata.blogspot.com/2009/09/penso-logo-nao-durmo.html' title='Penso, logo não durmo'/><author><name>Thaís Cavalcanti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15993080038736525661</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-ono-gp6ScSQ/TxUuzrOWuCI/AAAAAAAAA3Y/oylXZ1oB2U0/s220/GEDC2177%2B%25281%2529.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_1oaOiY1vB84/SqUzGJPDkMI/AAAAAAAAARg/QeCG3h5BtP0/s72-c/Smurfs-Wallpaper-the-smurfs-251171_1024_768.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1698745397805531042.post-1434610228687896102</id><published>2009-07-17T13:47:00.000-07:00</published><updated>2010-02-03T00:04:34.741-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='nonsense'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='animais (como se não fosse óbvio)'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='metalinguagem'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='conto'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='desabafo de personagem'/><title type='text'>O gato e o novelo</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_1oaOiY1vB84/SmDy9jy_A5I/AAAAAAAAAQw/WPgeoKAny5I/s1600-h/gato+novelo.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 168px; height: 200px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_1oaOiY1vB84/SmDy9jy_A5I/AAAAAAAAAQw/WPgeoKAny5I/s200/gato+novelo.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5359550695965918098" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;AVISO: O Blogspot.com não se responsabiliza pelos danos e náuseas dado a leitura do conteúdo abaixo. Prega justamente o inverso: se a leitura lhe parecer nociva e sem pé nem cabeça, encerre-a quanto antes! &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se algum humanóide conseguisse sentir, por pelo menos um dia, o que é viver num mundo literário, instantaneamente mandaria eximar todos os críticos literários do mundo. &lt;br /&gt;Afinal, assim como não há para o seu vizinho a necessidade de se fazer interessante para ter a vida dele observada, não há para nós, personagens, a obrigação de sermos agradáveis, receptivos e pacatos. Até porque alguns de nós são até bem resmungões, uma vez que não é nada interessante ser fisgado da &lt;em&gt;Transcendência&lt;/em&gt; (um dos mundos pelos quais gostamos de visitar, embora os &lt;em&gt;Confins&lt;/em&gt; nos atraiam também, já que somos bastante tímidos e obscuros) por anzóis de "insights". E, como se esse processo não fosse doloroso o bastante, deve-se, ainda, compenetrar em várias cabeças humanóides simultaneamente -- e ainda correr o risco de se dissipar ou ser eivado por uma delas, devido a inospitalidade que algumas cabeças possuem com os pensamentos. &lt;br /&gt;Pois foi pela indagação dos humanos da verossimilhança de novos mundos que fiz um prefácio tão longo e de teor tão catártico. Estou magoado e peço que aceitem como verdade a história que lhes conto como sentença de desculpas! E tentem entender que estes mundos não são fáceis...: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estava eu, em minha semana de estudo de humanóides, sentado em um sofá, com um desenho de uma televisão ligada. Tolice minha ter achado que o plano daria errado sem a TV, uma vez que minha cabeça ficava tão hermeticamente fechada, a ponto de que uma simples conversa entre um novelo e um gato me faria tomar um grande susto!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;- Chega, de hoje em diante não vou tolerar mais suas lambuças!&lt;/em&gt; - berrava, subitamente, o que não se devia berrar... um novelo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu nunca vi o gato tão incrédulo como estava agora. Na verdade, até demorou pra falar, coitado. Durante toda sua vida, engalfinhar-se com o novelo e arquitetar projetos nos sofás, por exemplo, era tudo que este pobre gato queria fazer. Podia fazer mais que isso, é verdade. Mas ousar interferir na "organização" de suas lacunas mentais era muito deselegante, e gato sempre foi um bicho muito fino. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;- Mas peraí, pensei que você gostava disso. E que nos gostávamos! Essa rotina que vivíamos traçou uma sentença de fidelidade...&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;- É, mas agora, com mais de 47cm cortados de lã, andei refletindo sobre o meu resto de matéria configurada no plano imaterial.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;- ...&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;- Digo, não vejo mais sentido em nada...&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;- ...&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se alguém pudesse perceber o quão eletrizada estava a lã daquele novelo, perceberiam a angústia dele ao dizer a próxima confissão&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;- Não quero enrolar ninguém, nem ser mais enrolado! É isso.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De repente, a cabeça do gato doía e ele precisaria ter que apagar informações sobre suas plantas de construção e seus diversos projetos (cuja a projetação era algo que nem mesmo o novelo nunca soube -- e desconfiamos que essa informação pode influir no fim da estória... ou não). Era mesmo uma pena apagar anos de engenhosidade, mas o gato necessitava de espaço na sua cabeça com o novo problema que surgia para pensar (e ele realmente não queria recorrer à deselegância para com seus espaços vazios.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;- Mas... isso quer dizer que você vai deixar de ser um novelo. &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;- Como?!&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;- Digo, isso é inerente a você, sabe &lt;/em&gt;- o gato procurava desenvoltura em seus argumentos que compatisse com o animal brilhante que se julgou ser naquele momento - &lt;em&gt;É da sua natureza. Se você não fizer tudo que você faz, sabe, acho que ocorre um desequilíbrio material...&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;- De onde você tirou isso?!?&lt;/em&gt; - eletrizava-se o novelo&lt;br /&gt;&lt;em&gt;- ... Uma desordem natural das coisas, sabe. Há mundos em que nem devíamos tocar neste assunto!&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;- Pois estou farto, tênue e curto! Não vejo razão para dar razão à razão. Quero sair de mim, quero sentir uma veia poética e dela embriag...&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;- AAAAAAAAAAH &lt;/em&gt;- interrompia o gato - &lt;em&gt;acho que entendi o seu problema.&lt;/em&gt;  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O novelo estava tão, mais tão eletrizado que, dentre os parâmetros da Física terrestre, jamais se poderia explicar o porquê dele ter soltado algo parecido com um pequeno rosnado (mas que, devido a sua fragilidade e tenuidade, se confundiria com um soluço)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;- Literatura demais!&lt;/em&gt; - dizia o gato - &lt;em&gt;Português também, né? Me admira muito um novelo como você ter desvendado os mistérios da língua&lt;/em&gt; - parava um pouco pra se lamber - &lt;em&gt;mas, diante do teor onírico que o mundo literário tem, aprender a leitura com o cunho metalinguístico que o texto tem é coisa que qualquer asno, hoje em dia, pode fazer&lt;/em&gt; - parava e debruçava-se com o corpo pra cima, lambendo sua barriga, cujo pêlo orgulhava-o de tão macio - &lt;em&gt;esses narradores de hoje em dia... são tão aventureiros, não sabem os perigos dos textos metalinguísticos para quem está inserto nele! &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;- Nã... não entendo &lt;/em&gt;- rosnava o novelo, que agora se desenrolava sozinho.&lt;br /&gt;&lt;em&gt;- Funções sintáticas, sabe. Tem gente ou coisa que não se contenta com a sintaxe, quer ir além: quer a semântica. &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;- Você está querendo dizer, por exemplo, que não só queremos o sentido da vida como todas as entrelinhas que ela puder trazer?&lt;/em&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O gato pertubava-se com aquele novelo. Ele já havia passado dos seus 47cm desenrolados em poucos minutos. Mais um pouco ele deixava de ser, justamente pelo fato de ter respeitado a natureza de se ser. Ademais, quando desenrolado, o gato jamais permitiria desordem na sala e, certamente, daria um fim no que sobraria de lã. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;- Não, estou dizendo que as entrelinhas são o que existem. As linhas, se é isso que você procura, não. Digo, há a sintaxe da coisa, contudo, quanto mais palavras descobrimos, mais nos revestimos de um carapaça toda delas. E aí começamos a querer o sentido literal de tudo, quando, na verdade,...&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O gato olhava para o resto de 10 cm de lã que ainda restavam enrolados. Se o novelo pudesse ter um ataque cardíaco, ele estaria tendo um agora, mas ele não podia, pois só devia enrolar e desenrolar. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;- ... não é o "literal" que constrói o concreto. &lt;/em&gt; - terminava o gato. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se o novelo pudesse suspirar antes de dizer, certamente o faria: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;- Não é à toa que você não defende as palavras, você não conhece as certas: não sabe bem o que fala. &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E o gato acabou logo com tudo isso, até porque, misteriosamente, novelos eletrizados (e que rosnam) costumam fazer muito mais sujeira do que os normais. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso é o relato de um dia comum, mas é tudo que pude te oferecer agora. Não sei, até então, se tive compaixão pelo novelo ou pelo gato. O que sei é que fui beber um copo d'água e fui fisgado até aqui, aí e ali -- e provavelmente não por um "insight", mas por algum "tédio".&lt;br /&gt;Tenho a impressão que meu ponto de vista ficará brando e enrolado como uma lã. Mas nada posso fazer, visto que sou personagem e irei me dissipar neste ponto final.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1698745397805531042-1434610228687896102?l=adoteumviralatata.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://adoteumviralatata.blogspot.com/feeds/1434610228687896102/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1698745397805531042&amp;postID=1434610228687896102' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1698745397805531042/posts/default/1434610228687896102'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1698745397805531042/posts/default/1434610228687896102'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adoteumviralatata.blogspot.com/2009/07/o-gato-e-o-novelo.html' title='O gato e o novelo'/><author><name>Thaís Cavalcanti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15993080038736525661</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-ono-gp6ScSQ/TxUuzrOWuCI/AAAAAAAAA3Y/oylXZ1oB2U0/s220/GEDC2177%2B%25281%2529.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_1oaOiY1vB84/SmDy9jy_A5I/AAAAAAAAAQw/WPgeoKAny5I/s72-c/gato+novelo.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1698745397805531042.post-550595601112975612</id><published>2009-07-10T09:41:00.000-07:00</published><updated>2010-01-12T13:52:50.388-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='perda de tempo'/><title type='text'>2 + 2 = 4,815162342 horas</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_1oaOiY1vB84/SldwoBBQGxI/AAAAAAAAAQA/pnHDyIG5yHA/s1600-h/nao+consigo+pararrr.JPG"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 297px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_1oaOiY1vB84/SldwoBBQGxI/AAAAAAAAAQA/pnHDyIG5yHA/s320/nao+consigo+pararrr.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5356874114551257874" /&gt;&lt;/a&gt;Alguém, por favor, me mande parar com isso!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;P.S.: &lt;a href="http://zukitoisback.blogspot.com/search/label/cafeinadamente%20cru%C3%A9is"&gt;desabafo e propaganda de um Ouvinte do &lt;em&gt;Clube do Café&lt;/em&gt;!&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1698745397805531042-550595601112975612?l=adoteumviralatata.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://adoteumviralatata.blogspot.com/feeds/550595601112975612/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1698745397805531042&amp;postID=550595601112975612' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1698745397805531042/posts/default/550595601112975612'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1698745397805531042/posts/default/550595601112975612'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adoteumviralatata.blogspot.com/2009/07/2-2-4815162342-horas-perdidas.html' title='2 + 2 = 4,815162342 horas'/><author><name>Thaís Cavalcanti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15993080038736525661</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-ono-gp6ScSQ/TxUuzrOWuCI/AAAAAAAAA3Y/oylXZ1oB2U0/s220/GEDC2177%2B%25281%2529.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_1oaOiY1vB84/SldwoBBQGxI/AAAAAAAAAQA/pnHDyIG5yHA/s72-c/nao+consigo+pararrr.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1698745397805531042.post-7941425120578261664</id><published>2009-06-07T17:05:00.000-07:00</published><updated>2010-02-03T00:13:07.441-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='nonsense'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='divagações'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='conto'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='bill'/><title type='text'>A vida imita o computador ou o computador imita a vida?</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_1oaOiY1vB84/Sixn0ZeeqUI/AAAAAAAAAKk/p0Q9EoaWTQc/s1600-h/99999999.JPG"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 190px; height: 200px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_1oaOiY1vB84/Sixn0ZeeqUI/AAAAAAAAAKk/p0Q9EoaWTQc/s200/99999999.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5344761007671519554" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;AVISO: O Blogspot.com não se responsabiliza pelos danos e náuseas dado a leitura do conteúdo abaixo. Prega justamente o inverso: se a leitura lhe parecer nociva e sem pé nem cabeça, encerre-a quanto antes! &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dado o processo de "mitose" no Rapidshare que acabou por gerar sua vida, Bill.exe nascia. (Breve nota: há ainda a versão abrasileirada "Severino.exe", porém, como não queremos alusões à obras literárias de cunho regionalista, fiquemos com o americanizado Bill que atende com mais eficiência à uma demanda de estórias globalizadas) &lt;br /&gt;Primeiramente, como criatura simplista, era Bill.rar. Um pouco inútil, é verdade, dada a sua compactibilidade. Alguém, porém, que regia aquele espaço sob o IP 66.247.42.238, deu-lhe tempo e energia para que se tornasse, então, um ser muito mais complexo. &lt;br /&gt;O que esse ser onipotente não poderia prever era a ingenuidade de Bill.exe, isso porque Bill trouxera outras informações com ele que, embora achasse que adquiriria mais notoriedade e respeito com arquivos como "Leia-me.txt", tais arquivos eram dispensados por essa tão exigente onipotência -- no mínimo, jogados na Lixeira. &lt;br /&gt;Ao perder projetos de vida como esse, Bill indagava-se acerca da sua existência no computador e procurava respostas para suas perguntas, mas o que ele não sabia é que nem mesmo suas perguntas(ou principalmente elas) não estavam nem um tiquito perto da verdadeira realidade. &lt;br /&gt;Bill, porém, acabou por presumir uma coisa: a sociedade em que vivia era escatológica. Isso signicava que ele deveria seguir sempre seu metódico programa para que não fosse punido no juízo final. E quanto a isso nunca vacilou! Ora, ele conhecia histórias de outros arquivos que, sabe-se-lá por birra ou má administração da onipotência -- vale ressaltar que o espaço sob o IP 66.247.42.238 vive sempre saturado, excedendo a quantidade de arquivos que permite o bom funcionamento do computador, daí, pelo mesmo motivo, alguns arquivos se irritam e resolvem não funcionar ou corromper outros, só por protesto --, esses arquivos foram, então, condenados à lixeira e depois à sentença da "exclusão do computador". &lt;br /&gt;Por esse motivo, Bill.exe fez sempre o máximo que pode, aceitando todos os preceitos do figura onipotente, mesmo que ela não ligasse para o seu funcionamento (todos exaltados no extinto "Leia-me.txt")&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acabou que, por conseguinte, Bill recebera finalmente atenção do Senhor Externo e pudera evoluir para novas versões: Bill 2.0, Bill 3.5, Bill 4.2., até tornar-se Bill 7.0. &lt;br /&gt;No auge do aperfeiçoamento do seu programa, Bill não poderia sentir-se mais feliz(embora demonstrasse estar sempre trabalhando, afinal, Bill.exe era muito profissional): conheceu sites de compartilhamento onde nunca antes tinha entrado; o número de suas duplicações crescia cada dia mais e sua empresa crescera tanto que, pasmem, ele poderia se vender, caso acrescentasse umas ínfimas alterações em seu novo programa! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que Bill se esqueceu, porém, fora da primeira conclusão que havia tomado da sociedade em que vivia: escatológica. Ou seja, seu julgamento final estaria por vir. &lt;br /&gt;E ele não falhou em sua percepção! Naquele fatídico dia, então, de data desimportante para a continuidade da estória, um outro programa lançara-se nos sites, divulgando as mesmas funções do Bill juntamente com novidades inimagináveis e, para ser bem franca, bem esdrúxulas. No fim, o programa agradou a população... talvez porque fosse gratuito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desapontado, pouco a pouco Bill fora deixando de pertencer a outros sites. Desempregado, desamparado, Bill passa a se concentrar em único IP -- aquele cujo dono lançou-o primeiramente no Rapidshare -- do qual não sabemos, e ainda que soubéssemos, não poderíamos informar o número. &lt;br /&gt;Porém, Bill.exe, em seu esgotamento de vida, poderia ter, ao menos, desdobrado dobramentos nunca antes desdobrados. Mistérios como o número desse IP matriz, por exemplo. Mas não! Ao invés disso, desolado como andava, foi se tornando um arquivo cada vez mais velho, mais marginalizado. Até que um dia, quando encontrava-se em quarentena devido à um vírus que lhe assolava, Bill é excluído do computador. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A informação que se segue é algo que Bill.exe jamais poderia supor durante sua "vida severina" e que certamente seria cômica, se não fosse trágica: tudo que ele conhecia e o que não conheceu, quantos programas não poderia ter superado, quantos não o superariam... tudo isso seria extinto, porque o computador, um dia, também quebra. &lt;br /&gt;E quando isso acontecer, nenhum arquivo terá conseguido deixar de ser tão estupidamente burro para descobrir, pelo menos, o IP Matriz!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E assim falou Zaratustra.exe.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1698745397805531042-7941425120578261664?l=adoteumviralatata.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://adoteumviralatata.blogspot.com/feeds/7941425120578261664/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1698745397805531042&amp;postID=7941425120578261664' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1698745397805531042/posts/default/7941425120578261664'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1698745397805531042/posts/default/7941425120578261664'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adoteumviralatata.blogspot.com/2009/06/vida-imita-o-computador-ou-o-computador.html' title='A vida imita o computador ou o computador imita a vida?'/><author><name>Thaís Cavalcanti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15993080038736525661</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-ono-gp6ScSQ/TxUuzrOWuCI/AAAAAAAAA3Y/oylXZ1oB2U0/s220/GEDC2177%2B%25281%2529.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_1oaOiY1vB84/Sixn0ZeeqUI/AAAAAAAAAKk/p0Q9EoaWTQc/s72-c/99999999.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1698745397805531042.post-262469886198631841</id><published>2009-05-07T20:30:00.000-07:00</published><updated>2010-01-12T13:45:46.292-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='metalinguagem'/><title type='text'>O texto mais sintentizado (ufa!) de todo o blog</title><content type='html'>Exercícios para concisão. &lt;br /&gt;Começando com este. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Droga, duas linhas! O próximo eu consigo...)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1698745397805531042-262469886198631841?l=adoteumviralatata.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://adoteumviralatata.blogspot.com/feeds/262469886198631841/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1698745397805531042&amp;postID=262469886198631841' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1698745397805531042/posts/default/262469886198631841'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1698745397805531042/posts/default/262469886198631841'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adoteumviralatata.blogspot.com/2009/05/o-texto-mais-sintentizado-ufa-de-todo-o.html' title='O texto mais sintentizado (ufa!) de todo o blog'/><author><name>Thaís Cavalcanti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15993080038736525661</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-ono-gp6ScSQ/TxUuzrOWuCI/AAAAAAAAA3Y/oylXZ1oB2U0/s220/GEDC2177%2B%25281%2529.JPG'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1698745397805531042.post-3863632418292831660</id><published>2009-05-07T18:57:00.000-07:00</published><updated>2010-02-03T00:07:38.907-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='divagações'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='era cenozóica'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='projeto de crônica'/><title type='text'>E quando se é de Marte?</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_1oaOiY1vB84/SgOl56QibDI/AAAAAAAAAJs/YUZggARm95g/s1600-h/marcians.bmp"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 142px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_1oaOiY1vB84/SgOl56QibDI/AAAAAAAAAJs/YUZggARm95g/s200/marcians.bmp" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5333288798046546994" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem vive perdendo a cabeça por aí, acaba se perdendo por outro planeta e, às vezes, nem sabe. O grande problema é descobrir que a cabeça não ficou na Terra, mas ainda pior que isso é descobrir que ela sempre esteve na Terra. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para aqueles que tem seus gases sendo exalados constantemente por estes ares, há de sentir curiosidade, ao menos uma vez na vida, de como seria se permitisse à suas moléculas um passeio por entropia por outros ares que bem entenderem. Quando se é criança, as migrações são muito mais fáceis, mas depois o espírito nômade vai se esvaindo, se transformando numa respiração terráquea nua e crua, muito bem conformada em sê-la. Porém, todo esse processo de respiração contínua aqui neste ambiente terrestre é sempre muito cansativo e nos remete à uma pequenez. Antes só isso e seria o bastante! O problema pior é que o ser-terráqueo é suficientemente ingênuo a ponto de se satisfazer com sua individualidade e, por se achar deveras grande, desenvolveu tanto trabalho, que este não só chegou a ser prejudicial, mas também soube evoluir muito bem, obrigado, a sua pequenez. Entretanto, pasmem, a vida de um indíviduo terráqueo acaba! Logo, para quê mesmo que serviu sua perspectiva limitada à um ambiente que, aliás, só nos serviu sua hospitalidade na tão - e muitíssimo, incrivelmente, estupidamente e muítissimo de novo - recém-formada Era Cenozóica? &lt;br /&gt;A cabeça "bem (in)formada", portanto, pode não ser bem formada coíssima alguma se estiver muitíssimo saturada de informações que serão usadas - dignamente, não nego - neste planeta. Entretanto não é ingênuo da nossa parte dizermos que viverá tanto assim esta Era Cenozóica? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bom mesmo é se soubéssemos distinguir bem os mundos que copenetram em nossas cabeças ou vice-versa, podendo assim, sermos mais seletivos quanto ao que cada mundo nos oferece, não permitindo uma sobrecarga no sistema. Quanto a "sair dos planos da Terra", nem cogite ser o outro lado uma falsa-verdade a ser vivida, posto que ninguém sabe o que se é. Afinal, embora estejamos já há uns 200 mil anos por aqui, ninguém nunca respondeu perguntas simples como "de onde viemos e para onde vamos?", então como acreditar fielmente às verdades daqui?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se há uma verdade é a de que reconhecer a vida terráquea como um todo, é reconhecer que ela é uma vergonha. Não é viável, portanto, que se pense apenas sob os padrões terrenos: seria uma sobrecarga do sistema desnecessária. &lt;br /&gt;Não entender todas as coisas terrenas não é uma praga. Entender completamente, porém, subjuga o indivíduo oficialmente a pequenez. Além de acabar com toda a amistosidade possível entre os mundos e claro, acabar com toda a diversão que é fugir desse cansaço cenozóico que todos estão carecas de sabê-lo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"&lt;em&gt;Não quero ter a terrível limitação de quem vive apenas do que é passível de fazer sentido. Eu não: quero uma verdade inventada.&lt;/em&gt;" Clarice Lispector&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Inventada? E tem como saber isso?&lt;br /&gt;À propósito, o quentinho terráqueo não é o mesmo quentinho marciano...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1698745397805531042-3863632418292831660?l=adoteumviralatata.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://adoteumviralatata.blogspot.com/feeds/3863632418292831660/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1698745397805531042&amp;postID=3863632418292831660' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1698745397805531042/posts/default/3863632418292831660'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1698745397805531042/posts/default/3863632418292831660'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adoteumviralatata.blogspot.com/2009/05/e-quando-se-e-de-marte.html' title='E quando se é de Marte?'/><author><name>Thaís Cavalcanti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15993080038736525661</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-ono-gp6ScSQ/TxUuzrOWuCI/AAAAAAAAA3Y/oylXZ1oB2U0/s220/GEDC2177%2B%25281%2529.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_1oaOiY1vB84/SgOl56QibDI/AAAAAAAAAJs/YUZggARm95g/s72-c/marcians.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1698745397805531042.post-3634096714243742434</id><published>2009-03-22T17:16:00.000-07:00</published><updated>2010-01-12T13:56:37.384-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='desabafo de personagem'/><title type='text'>Dia (particular) internacional vegetal</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_BPCZUtKBmH0/SccICmnnaiI/AAAAAAAAADM/p53sLtJVb_w/s1600-h/lettucedork.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 156px; height: 200px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_BPCZUtKBmH0/SccICmnnaiI/AAAAAAAAADM/p53sLtJVb_w/s200/lettucedork.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5316226725953628706" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Honrados e respeitosos leitores, é com muito orgulho que apresento-me como este inanimado ser do título que vos trago. E atire a primeira pedra quem nunca percebeu um dos meus espectros se apoderando deste seu corpinho aí. Não por isso deves me considerar um parasita, só chego a funcionar como um sítio ativo que encaixa-se perfeitamente no seu substrato. É claro que, como vegetal, não faço grandes feitos, é puramente você quem se oferece - mesmo que inconscientemente - você se quebra, se despedeça todinho pra se moldar todinho e unir-se coligativamente à mim. Como em troca desse escambo, eu lhes ofereço uma energia poupada, que será diferida (terás a explicação abaixo.) &lt;br /&gt;E se deves estar te cutucando agora se eu seria específico, não te consternaria na resposta: "sim". E somos distintos, particulares a cada indivíduo. E como desconheço teu olhar de compreensão - é sempre "dúvidadúvidadúvida" - também te defino nossas rédeas: somos distintos, infinitos, mas em meros dois espectros. Assim como as lipoproteínas, alguns de nós serão eliminados pelo organismo dado um certo tempo, outros se acumularão nas artérias tão excessivamente que irão causar algo que assemelha-se a arteriosclerose. Assemelha-se como enfermidade, uma enfermidade nem física, nem mental, mas espiritual. Coisa que terráqueo humano nenhum há de perceber enquanto com vida, enquanto com seu particular campo de visão. A esse estado patológico, tachamos como "piloto automático", e o parasita que o causará isso não fará por maldade própria, só corresponderá ao impulso energético que um sítio ativo tem para com seu substrato - quem se deu de se moldar todo assim para ele fora você. E, quem vive vegetando sobre o piloto automático, sofre disso dia após dia, chegando a casos que são incuráveis.&lt;br /&gt;Contudo, como assemelhamo-nos às lipoproteínas, eis que, como representante, anuncio o segundo espectro: aquele que equivaleria ao "bom colesterol". &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E poder-se-ia (acho que estou um tanto galante para um vegetal) ter os dois em simultaneidade. Mas se preferes ter um - e eu o recomendo que você o tenha, por vezes - escolha o que não te submete ao "piloto automático", porque este outro não chega a ser uma enfermidade. É bem verdade que te nega produções, te nega o que você tem a fazer nesta vida corriqueira. Entretanto, todo ônus vem com um bônus e eis o grande golpe deste parasita: te &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;nega&lt;/span&gt; o &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;neg&lt;/span&gt;ócio. E menos com menos, você conhece essa regra, dá mais. E o ócio é o seu presente, que quem como não pensava, acabou agradando. E eis aí o surgimento dos "insights", um verdadeiro divisor de águas na história da humanidade e o que, definitivamente, antagoniza o conceito do seu semelhante expectro. Ele te nega uns dias em suas acomodagens, mas cumpre a dívida: nunca te submeterá ao "piloto automático" - mesmo depois da morte.   &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até mais ver, queridos companheiros de habitat - seja de uns meros dias, ou da vida toda - e muito obrigado pelo dia!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1698745397805531042-3634096714243742434?l=adoteumviralatata.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://adoteumviralatata.blogspot.com/feeds/3634096714243742434/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1698745397805531042&amp;postID=3634096714243742434' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1698745397805531042/posts/default/3634096714243742434'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1698745397805531042/posts/default/3634096714243742434'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adoteumviralatata.blogspot.com/2009/03/dia-internacional-vegetal.html' title='Dia (particular) internacional vegetal'/><author><name>Thaís Cavalcanti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15993080038736525661</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-ono-gp6ScSQ/TxUuzrOWuCI/AAAAAAAAA3Y/oylXZ1oB2U0/s220/GEDC2177%2B%25281%2529.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_BPCZUtKBmH0/SccICmnnaiI/AAAAAAAAADM/p53sLtJVb_w/s72-c/lettucedork.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1698745397805531042.post-7331619627712510976</id><published>2009-03-20T17:26:00.000-07:00</published><updated>2010-01-12T13:53:25.306-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='lúdico'/><title type='text'>Cronologia média do brasileiro</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_1oaOiY1vB84/SixsA4sVJUI/AAAAAAAAAK8/tgnul452reo/s1600-h/5150.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 200px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_1oaOiY1vB84/SixsA4sVJUI/AAAAAAAAAK8/tgnul452reo/s200/5150.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5344765620256056642" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;0&lt;/span&gt;: .&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;1,5&lt;/span&gt;: tight-tagjht, thic-... tic-tac!&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;5&lt;/span&gt;: tic-tac? &lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;15&lt;/span&gt;: tic-tac tic-tac eu eu eu eu? tic-tac ? tan tan não não eu! eu! eu? eu tic-tac zun tic-tac-não, eu ein&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;25&lt;/span&gt;: tic-tac tic-tac tic-tac tic-tac tic-tac aceito tic-tac!, tic-tac, tic-tactictactac!&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;35&lt;/span&gt;: tactactactactactactactactactactactactactactactactactactactactactactaction$...&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;45&lt;/span&gt;: tac$tac$tac$tac$tac$tictactictactactictactictactictac&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;55&lt;/span&gt;: tic-tac, tic--tac, tic---tac,,, tic-------lembra-se bem----tac&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;60&lt;/span&gt;: tic-tac?&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;65&lt;/span&gt;: tight-tagjht, thic-... tic-tac!&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;75&lt;/span&gt;: .&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1698745397805531042-7331619627712510976?l=adoteumviralatata.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://adoteumviralatata.blogspot.com/feeds/7331619627712510976/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1698745397805531042&amp;postID=7331619627712510976' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1698745397805531042/posts/default/7331619627712510976'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1698745397805531042/posts/default/7331619627712510976'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adoteumviralatata.blogspot.com/2009/03/cronologia-media-do-brasileiro.html' title='Cronologia média do brasileiro'/><author><name>Thaís Cavalcanti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15993080038736525661</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-ono-gp6ScSQ/TxUuzrOWuCI/AAAAAAAAA3Y/oylXZ1oB2U0/s220/GEDC2177%2B%25281%2529.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_1oaOiY1vB84/SixsA4sVJUI/AAAAAAAAAK8/tgnul452reo/s72-c/5150.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1698745397805531042.post-800809542435145508</id><published>2009-02-26T09:54:00.000-08:00</published><updated>2010-07-12T16:36:27.466-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='divagações'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='relacionamentos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='amor'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='projeto de crônica'/><title type='text'>The "hour lunch"</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_1oaOiY1vB84/SabbJeNIIII/AAAAAAAAAGw/gajfhQMfaWs/s1600-h/hour+lunch.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 166px; height: 200px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_1oaOiY1vB84/SabbJeNIIII/AAAAAAAAAGw/gajfhQMfaWs/s200/hour+lunch.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5307170166676136066" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A "hora do almoço" ou também a hora de tempo livre é sempre a que se dá uma escapuladinha. E pra se escapulir, a gente fala de coisas leves, coisas que amaciam ainda mais o prazer da comida. &lt;br /&gt;Amar é difícil, mas especular sobre amor é facinho, facinho - isso porque não tem uma conclusão que se entre em consenso (daí quem tiver oportunidade de enrolar barato, que o faça; mas é uma pena tirar o mérito daquele que, de fato, quer falar). Coloco-me sob a desculpa de que ainda tenho muito trabalho pela frente, e admito te lançar um texto romântico feito somente para a hora do lanche. Ou despreze, ou tenha algum tom de seriedade - a hora do almoço nem sempre te proporcia textos humorísticos, uma vez que você já fizera várias reflexões acerca do teu trabalho/aula ou do puto do(a) teu chefe/professor(a) que te dá tão pouco tempo, que você sequer consegue uma boa digestão. Boa tarde e bom croassaint, e fiquem com Jeová e o texto sobre amor... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Eis aí a prova de que o amor é altruísta: se considerares ele pertencente à Terra, mas também metafísico. Espero dar uma explicação simplista, basta que te encaixes no eu-lírico (bem) subjetivo desta conversa, certo? &lt;br /&gt;Acontece que, quando fazemos algo que achamos que somos destinados a isso(me refiro ao talento em alguma arte, ainda que algo concreto ou não tão concreto assim como a "arte de se casar") fazemos com tanto fervor, tanto prazer que julgamos de "fazer com amor" esse ato de servir à humanidade de alguma forma. Enquanto ainda carnais, o "ato de fazer com amor" é conjugado em voz ativa e passiva simultaneamente, logo, pelo uso da voz passiva, fica sabido que praticar o verbo tem certos interesses pessoais, uma vez que provocará satisfação do sujeito em receber a ação de volta. &lt;br /&gt;Porém, toda a cerne da idéia da "satisfação na ação exercida com o amor" é dissolvida quando se ultrapassa do limiar orgânico. Chega à morte, sem meias palavras. A "satisfação" se dissipará junto com a consciência dentro do teu corpo, mas suas moléculas de DNA se dispersarão junto com sua energia vital e, se tiveres dado amor à alguma arte de alguma coisa, se tiveres feito com tanto fervor, partirá da tua própria energia vital um amor que se enclausura em algo substancial que destes tanto valor aqui na Terra. Este amor que é só dado e traz tua consciência - se manifestando de outra forma - e tua lembrança aqui de volta à Terra (sem que te provoque de volta boas sensações carnais e humanas, devido a seu atual estado), e se concordares de que, porque o amor resolveu trocar de forma - e ainda continuar essencialmente - e porque troca de forma, não tem a necessidade de querer tanto pra si - pois estará sempre em constante mutação - hás de concordar que isto é uma prova concreta de que o amor, se de verdade, é altruísta. &lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1698745397805531042-800809542435145508?l=adoteumviralatata.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://adoteumviralatata.blogspot.com/feeds/800809542435145508/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1698745397805531042&amp;postID=800809542435145508' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1698745397805531042/posts/default/800809542435145508'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1698745397805531042/posts/default/800809542435145508'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adoteumviralatata.blogspot.com/2009/02/hour-lunch.html' title='The &quot;hour lunch&quot;'/><author><name>Thaís Cavalcanti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15993080038736525661</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-ono-gp6ScSQ/TxUuzrOWuCI/AAAAAAAAA3Y/oylXZ1oB2U0/s220/GEDC2177%2B%25281%2529.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_1oaOiY1vB84/SabbJeNIIII/AAAAAAAAAGw/gajfhQMfaWs/s72-c/hour+lunch.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1698745397805531042.post-2103374952879829522</id><published>2009-02-18T09:22:00.000-08:00</published><updated>2010-07-23T19:17:48.062-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='momento marvin'/><title type='text'>A linha na agulha - e a mesma que se perde (In)</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_1oaOiY1vB84/SZxWDILyMNI/AAAAAAAAAFk/c-J5Q0Fd9qw/s1600-h/linhas.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 150px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_1oaOiY1vB84/SZxWDILyMNI/AAAAAAAAAFk/c-J5Q0Fd9qw/s200/linhas.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5304209072872108242" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Eis aí a justificativa do recesso, caso isso tenha o cutucado: a inclusão das coisas. Digo, da minha coisa. Essa impassividade até no modo de escrever - e, paradoxalmente, essa é uma das poucas conclusões honestas que tiro de mim mesma -  tudo isto tem me tirado a percepção daquilo que é inefável (qualidade do bom observador), tudo isto que existe austerosamente e gradiosamente em mim. &lt;br /&gt;Percebo agora que advérbios me doem. Eles engradecem o texto no sentido do tamanho, não excluem, porém, a possibilidade do texto pobre. Afinal, ainda que um ser possua um espírito exaltado, decidido a sair da matéria, adentrando no "mundo das entrelinhas", como adentrá-lo nesse último plano, entretanto, caso esse pobre ser tenha o espírito inerte - incapaz de seguir o movimento de seu raciocíneo - mas tendo como consequência o atropelamento desse último? &lt;br /&gt;Eis aí &lt;strong&gt;o&lt;/strong&gt; problema: a percepção daquilo que é inefável está interiormente no dito cujo, é inerente. O problema é, como expressá-la, ainda que minimamente, se o indíviduo estiver includindo? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E eu bem sei, que tachar a causa dessa inclusão como consequência da percepção-do-bom-observador seria um desaforo da minha parte: a percepção - disso que é inefável - é inofensiva. Como se aglutina a ela, porém, não.  &lt;br /&gt;O grande problema é não saber lidar com a percepção, não colocá-la à tona, ou ainda, não deixar que essa venha à tona. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E, qualquer bom observador há de passar por isso em vida. &lt;br /&gt;Comigo não seria diferente: não há percepção das coisas no plano material, tampouco no mundo-lírico. Isso porque estou includindo, e pelo mesmo motivo não sei mostrar a vocês meu desespero em relação a isto, poderia descrever o gosto insípido que essa implosão tem e seria pouco. Poderia descrever o escárnio contra mim, mas seria pouco. O modo como sempre me oprime e seria pouco. São as verdadeiras rédeas que chegaram ao meu espírito e me conduzem agora à poucas palavras, pouco gestos e tudo o mais que for de natureza pouca. &lt;br /&gt;Faço questão de ressaltar, contudo, que essa natureza não é minha. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Percebes como isso aqui perdeu o cunho descontraído que tinha? Essa natureza tem a cara da implosão, porque já vi em outros rostos que não o meu. Por isso, eu a conheço bem - graças a minha percepção do que é inefável (a qualidade do bom observador infalível!), sei a área que tem e até possuo uma eficiente salvaguarda em minha introspecção. O grande problema é que acertar o caminho que nos expurga desse processo de implosão é como acertar a linha no buraco da agulha - e a agulha, seguindo também o processo, anda includindo cada vez mais e mais. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eis aí a justificativa do meu recesso. Mas eu bem sei que a linha sempre se acerta, uma hora ou outra.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1698745397805531042-2103374952879829522?l=adoteumviralatata.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://adoteumviralatata.blogspot.com/feeds/2103374952879829522/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1698745397805531042&amp;postID=2103374952879829522' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1698745397805531042/posts/default/2103374952879829522'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1698745397805531042/posts/default/2103374952879829522'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adoteumviralatata.blogspot.com/2009/02/linha-na-agulha-e-mesma-que-se-perde-in.html' title='A linha na agulha - e a mesma que se perde (In)'/><author><name>Thaís Cavalcanti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15993080038736525661</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-ono-gp6ScSQ/TxUuzrOWuCI/AAAAAAAAA3Y/oylXZ1oB2U0/s220/GEDC2177%2B%25281%2529.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_1oaOiY1vB84/SZxWDILyMNI/AAAAAAAAAFk/c-J5Q0Fd9qw/s72-c/linhas.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1698745397805531042.post-8527082184487178865</id><published>2009-01-07T13:51:00.000-08:00</published><updated>2010-01-12T13:54:01.610-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='momento marvin'/><title type='text'>Epitáfio</title><content type='html'>Aqui jaz o primeiro de todos os textos que ousou em morrer. Será rápido porque morte não demora e justo porque não demora também não dói - ao contrário do que alguém deveras audacioso ousou espalhar por aí. &lt;br /&gt;Morrerá com o intuito de lhe tirar essa aparência de orgânico que aparenta ter, quando tão bem explicado é sempre tão palpável a idéia central - e até mais do que tudo isso que vemos por aí - que caímos na ilusão de entregarmo-nos a fundo nele. &lt;br /&gt;Quando ele também tão farto fica, quanto essas idéias tão fartas ficam. Eis o primeiro texto velho e cansado que assume que também chega as cinzas - mas só o fez com o intuito de te atentar à outras coisas, te envolver em outras formas. Na tua forma. &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Aqui jaz as primeiras idéias que ousaram em morrer. Mas não te preocupas porque elas não são orgânicas; elas morrem e revivem quando bem entenderem. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ei-lo-aí meu recesso.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1698745397805531042-8527082184487178865?l=adoteumviralatata.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://adoteumviralatata.blogspot.com/feeds/8527082184487178865/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1698745397805531042&amp;postID=8527082184487178865' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1698745397805531042/posts/default/8527082184487178865'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1698745397805531042/posts/default/8527082184487178865'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adoteumviralatata.blogspot.com/2009/01/epitfio.html' title='Epitáfio'/><author><name>Thaís Cavalcanti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15993080038736525661</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-ono-gp6ScSQ/TxUuzrOWuCI/AAAAAAAAA3Y/oylXZ1oB2U0/s220/GEDC2177%2B%25281%2529.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1698745397805531042.post-445318690893529140</id><published>2008-12-13T16:37:00.000-08:00</published><updated>2010-02-03T00:03:11.397-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='espontaneidade'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='divagações'/><title type='text'>Aventurina</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_1oaOiY1vB84/SUR5XL0qr4I/AAAAAAAAAEw/Tdz_toceaz0/s1600-h/aventurina1.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 132px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_1oaOiY1vB84/SUR5XL0qr4I/AAAAAAAAAEw/Tdz_toceaz0/s200/aventurina1.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5279478102402707330" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Vá lá, a esse momento você se pergunta o que diabos faz num blog de nome tão esdrúxulo e títulos de postagens(e até mesmo as próprias) tão, hum... curiosos quanto. &lt;br /&gt;A boa nova é que este aqui é o mais fresco(no sentido de "novo") de todos os posts, nada fora escrito à mão antes, nem no mínimo muito bem planejado. É meramente "escreveu-onamatopéia-a-desejar(eu ia escrever "pá-pum" e notei agora o quão ridículo ficou, tão vendo o problema que dá em fazer isso? você simplesmente não tem escolhas). Ando receosa com cada passo das teclas caminhando(pois é, eu não posso chamá-las de "letras", isto está me saindo muito difícil). Veja isto: Agora; A-g-o-r-a. Ai, mas vou fazê-lo (f-a-z-ê-l-o). &lt;br /&gt;Que seja, pare de debochar e releia o segundo post abaixo deste e tente ser compreensivo com a minha frustração que sinto quando aquelas maluquinhas não me vêem à mente (juro que o matarei se repetir mais uma vez "eu só consigo ver uma maluquinha aqui". Você acha mesmo que não sei ler pensamentos? - e você acha mesmo que não posso ter uma mente assassina em potencial?)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em suma, pretendo(p-r-e-t-e-n-d-o) fazer um breve texto: falar da Aventurina. Engraçado como se agarrar a alguma crença é acolhedor de alguma forma - não necessariamente como algo grandioso (não estou aqui me baseando em fins religiosos, é só notarem o tom que estou usando), mas algo ínfimo mesmo. Só precisa disto para fazer voltar o que já se transformou em desesperança. Também não digo que é pra se "ter esperança" (neste momento peço que pare de ficar enraivecido por achar que não estou chegando em lugar algum, irei te situar agora). Afinal, esperança nua a crua, só por si só, é um tanto ilusória. Falo por mim, que sou pessimista pra ser uma melhor otimista. Tudo pela saúde da visão mental; da área do que se almeja, pra que já se possa ir construindo o terreno, não dando margem a qualquer probabilidade de erro. Vale pra qualquer ambição, até mesmo "saúde". &lt;br /&gt;Pois bem, pra mim, que andava um tanto desanimada, com a cabeça extraviada para outro plano (quem vive perdendo a cabeça sofre um bocado), só me pus de volta ao eixo por conta de uma pequeniníssima crença... numa pedrinha. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Aventurina: também conhecida como Quartzo verde, alivia o stress, restaura o eqüilíbrio emocional, promove independência e aguça a clareza mental. Ajuda a liberar a ansiedade e o medo. Estimula a criatividade e a inteligência. É excelente para atrair sorte, dinheiro, além de saúde e bem estar.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Faça o experimento: não subestime sua pequeniníssima coisa! Minha mãe não me subestima, muito embora eu tenha 1,56m apenas. E quem não acreditar no que eu falo que jogue a primeira pedra (mas que não seja a minha - vocês não sabem como é difícil pra que eu volte ao eixo...)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1698745397805531042-445318690893529140?l=adoteumviralatata.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://adoteumviralatata.blogspot.com/feeds/445318690893529140/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1698745397805531042&amp;postID=445318690893529140' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1698745397805531042/posts/default/445318690893529140'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1698745397805531042/posts/default/445318690893529140'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adoteumviralatata.blogspot.com/2008/12/aventurina.html' title='Aventurina'/><author><name>Thaís Cavalcanti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15993080038736525661</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-ono-gp6ScSQ/TxUuzrOWuCI/AAAAAAAAA3Y/oylXZ1oB2U0/s220/GEDC2177%2B%25281%2529.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_1oaOiY1vB84/SUR5XL0qr4I/AAAAAAAAAEw/Tdz_toceaz0/s72-c/aventurina1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1698745397805531042.post-4357778287918707422</id><published>2008-12-04T15:19:00.000-08:00</published><updated>2009-06-10T21:26:21.248-07:00</updated><title type='text'>É melhor ser alegre que ser triste... Parte III (Todo carnaval e trilogia têm seu fim)</title><content type='html'>&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Salve, salve, bem amigos da Rede Globo! &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Se antes não postei por mera preguiça, agora tenho em mãos uma nobre desculpa de andar assaz ocupada para não fazê-lo. Termino aqui a trilogia que já anda enchendo-me o saco na verdade, só o faço com o ímpeto de tornar-me de uma vez uma espécie de conselheira (e a mim mesma, na verdade. Não minto a veridicidade do sentimento nas crônicas), ou de uma nobre pentelha. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;"se te agradar, fino leitor, pago-me da tarefa; se não te agradar, pago-te com um piparote e, adeus"&lt;/span&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"CHEGA!": Começo o parágrafo com isto. Por mais visualmente feio que seja, ainda o faço em mente com letras garrafais e um fundo colorido, se puder. Impregno-a aqui com o intuito de usá-la como uma salvaguarda. Dizê-lo como "um monte forte e rígido" mesmo, estou me lixando com o quão tolo isto soa. O grande problema é que ando querendo expurgar-me de algumas sensações que subordinam o meu corpo à constante interação de minhas moléculas que, quanticamente, vagam soltas por aí por vezes. Como sucessora das mesmas, não faço idéia do gênero, das propriedades que possuem e família de seus elementos, mas como forma de evitar a entropia em que vivem, estas vem a mim. Acho que, se este corpo meu fosse uma susbstância única, seria a mais volátil de todas. &lt;br /&gt;"CHEGA!"; não digo que este novo impulso energético químico me confunde de toda minha área axial até minhas ramificações? O que ando querendo que expurgue, sumariamente, é essa racionalidade extrema (que chega a ser pessimismo quando quer - não daqueles suportáveis, mas daqueles intolerantes), que vem se mostrando pedante e impertinente se é isso que você quer saber. Você a quer? Digo, ela me é útil às vezes, já me inspirara até demais. Ora, não se recordam de odes de grandes pensadores à ela? "É preciso o caos frenesi dentro de si para fazer surgir uma estrela". Nietzsche não errara, é preciso sim. Até mesmo a palavra "paixão" em seu sentido literário quer dizer "sofrimento". Chegando a ser respeituoso, nobre até, ter-se o simples ato de sofrer na vida, a fim de melhor exprimir a paixão incessante pela mesma. &lt;br /&gt;Mas peraí, isto é bonito porque é subjetivo? Se passarmos isto para um relacionamento com interações palpáveis e orgânicas, tudo isto não passará de inexperiência, imaturidade; como dizem algumas mulheres (eu digo isto porque mulher parece saber como se relacionar desde sua hora natal, talvez salvo algumas exceções se for tirar por mim, mas não quero falar sobre isso - coisa boa que é ser irracional...) &lt;br /&gt;Voltando ao relacionamento com a vida... o que quero dizer é que a própria vida nos dá uma dica apontando-nos seus submissos casais humaninhos. E convenhamos homens, mulheres ou qualquer animal que estiver aí; sofrer demais nesta vida não seria demonstrar-se apaixonado pela mesma, tampouco não dispomos de todo o tempo do mundo para termos antagonizações em períodos longos (se a desculpa do sofrimento foir a superação posterior). Não esqueçamos que a racionalidade a todo instante funciona como uma roleta russa: no caso de desafortunamento, o tiro aloja-se no encéfalo; apedreja-o. &lt;br /&gt;E aí dói. Dói, pesa e dá sofrimento. E crônico - o que tento taxar como o problema central. E quem há de querer passar o tempo todo por isto com a desculpa de uma paixão por outrem (neste caso, usemos "a vida"; eu que não quero me meter em relacionamentos alheios), há-se de desiludir-se quando perceber que isto não passa da "imaturidade" do conceito feminino, de querer chamar atenção mesmo. E quem quer chamar atenção, é porque não tem, não possui. Logo, quem vive e não possui Vida, vive por misericórdia da mesma. &lt;br /&gt;Sem Nietzsche, por enquanto. Um pouco mais tarde, quem sabe, pra "esquentar a relação", mas fiquemos hoje com a calmaria do velho finado (cometi outro deslize fúnebre?) Vinícius de Moraes: "é melhor ser alegre que ser triste..."&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1698745397805531042-4357778287918707422?l=adoteumviralatata.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://adoteumviralatata.blogspot.com/feeds/4357778287918707422/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1698745397805531042&amp;postID=4357778287918707422' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1698745397805531042/posts/default/4357778287918707422'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1698745397805531042/posts/default/4357778287918707422'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adoteumviralatata.blogspot.com/2008/12/melhor-ser-alegre-que-ser-triste-parte.html' title='É melhor ser alegre que ser triste... Parte III (Todo carnaval e trilogia têm seu fim)'/><author><name>Thaís Cavalcanti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15993080038736525661</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-ono-gp6ScSQ/TxUuzrOWuCI/AAAAAAAAA3Y/oylXZ1oB2U0/s220/GEDC2177%2B%25281%2529.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1698745397805531042.post-2402934289137950407</id><published>2008-11-19T12:02:00.000-08:00</published><updated>2009-06-10T17:22:56.968-07:00</updated><title type='text'>É melhor ser alegre que ser triste... Parte II (ou Ensaio da Insônia)</title><content type='html'>&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Cá estou, como prometido, com o texto que originara o prólogo passado. Elaborado nada mais, nada menos que por Ela - da voz esganiçada e múltipla:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Há vários problemas subversivos quanto ao problema maior de se ser completamente maluco (você deve estar achando estranho uma pessoa aparentemente sensata ser maluca completamente, mas ao fim do texto explicarei isto)&lt;br /&gt;Um dos grandes problemas é a insônia. Não vou dizer que é constante, mas ela tem lá sua teimosia em ser invencível quando aparece e ser impertinente quanto à data que aparece. “a data”? você se pergunta agora. “sim” digo-lhe, porque ela sempre acorda mais cedo do que eu quando sou eu que tenho que acordar cedo (ora, eu não sou vagabunda, não estou assim à toa)&lt;br /&gt;O segundo problema é aquela coisa matemática que ela tem. Eu digo “matemática”, meu leitor, porque esta é uma ciência exata. Não sei exatamente pra quem (porque ninguém conhece exatamente este mundo), mas ela o é. Então assim acho que funciona minha loucura: matematicamente, como uma ciência. Mas como fui eu que criei, também sou o ponto de referência para ela, logo, ela me é verdadeiramente exata. Isso tem sido um problema porque todas as coisas da vida são devidamente analisadas e confiscadas por esta minha ciência exata, portanto, só acreditarei em algo se minha loucura afirmar que há nexo nisto.&lt;br /&gt;O terceiro problema são as vozes intrínsecas (tudo bem, eu bem sei que todos vocês também as têm, mas não saiam de seus assentos ou esbugalhem os olhos por isto – vocês são completamente normais, palavra de maluco!) É que este problema na verdade é uma correção do primeiro. Insônia nunca é causa, é conseqüência. E aqui entramos com as vozes – a causa – que são muito fortes e distintas entre si, aliás. Mas com uma interseção entre todas: são bagunceiras, atrevidas e folgadas! Exigem de mim uma organização, uma métrica, toda maldita vez que me aparecem! Aliás, se interrompi o que seria o meu bendito sono e aqui estou com meus olhos vidrados, é meramente culpa delas, já que eu sou aparentemente normal.&lt;br /&gt;O quarto problema é o cansaço. Há-se um cansaço enorme, principalmente para aqueles que tem a loucura do mesmo tipo que a minha. Isso lhes explicarei agora no que considerarei o quinto e último problema – que percebo agora ser também o pior de todos – que é quando se é maluco completamente. E ser assim é bem fácil, basta haver a percepção dos sintomas, mas se fazer completamente sensato (como se alguém lá soubesse o que é isso) perante Todos – concedi propositalmente ao “T” essa postura de maiúsculo e lhe explicarei agora: é que Todos são como as vozes, distintos entre si, mas com uma interseção entre si: a falsa sensatez. E quem nega o que não é sensato a Todos, essa maluquice na identidade, se é ainda mais insensato. Ou seja, completamente maluco. E disto, nem eu escapo, já que estamos juntos nessa, sociedade!&lt;br /&gt;Por fim, acho que as vozes estão se acalmando, se tolerando uma a outra (já comentei que às vezes elas discutem?) e coisa mais sensata agora é dizer que não acho exatidão alguma neste texto e que certamente me cansará quando eu o ler.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1698745397805531042-2402934289137950407?l=adoteumviralatata.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://adoteumviralatata.blogspot.com/feeds/2402934289137950407/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1698745397805531042&amp;postID=2402934289137950407' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1698745397805531042/posts/default/2402934289137950407'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1698745397805531042/posts/default/2402934289137950407'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adoteumviralatata.blogspot.com/2008/11/melhor-ser-alegre-que-ser-triste-parte.html' title='É melhor ser alegre que ser triste... Parte II (ou Ensaio da Insônia)'/><author><name>Thaís Cavalcanti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15993080038736525661</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-ono-gp6ScSQ/TxUuzrOWuCI/AAAAAAAAA3Y/oylXZ1oB2U0/s220/GEDC2177%2B%25281%2529.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1698745397805531042.post-8684522160429598610</id><published>2008-11-17T10:29:00.000-08:00</published><updated>2008-11-19T13:07:15.565-08:00</updated><title type='text'>É melhor ser alegre que ser triste...</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_1oaOiY1vB84/SSR__THX75I/AAAAAAAAAEQ/xoSFXvV-aFQ/s1600-h/vinicius_de_moraes.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 174px; height: 200px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_1oaOiY1vB84/SSR__THX75I/AAAAAAAAAEQ/xoSFXvV-aFQ/s200/vinicius_de_moraes.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5270478189370011538" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms; font-style: italic;"&gt;"Mas pra fazer um samba com beleza&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms; font-style: italic;"&gt; É preciso um bocado de tristeza&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms; font-style: italic;"&gt; É preciso um bocado de tristeza&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms; font-style: italic;"&gt; Senão, não se faz um samba não"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;A prova de que coração bate ritmicamente com inspiração é que o efeito é algo bem orgânico, facinho de se sentir e explicado fisiologicamente: Uma taquicardia aqui, uma lentidão do metabolismo acolá. O meu nesse exato momento tem um teor de samba, porque sei bem o efeito da endorfina correndo (exercitar a mente gasta tanta energia quanto minha irmã gasta nesse momento agarrando uma bola de handeball, e é prazerosamente bom igual no final).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Percebo agora que a Inspiração(eu sempre uso uma palavra maiúscula quando quero falar dela posteriormente e não quero repeti-la o tempo todo, porque isso desgasta a conversa e tenho uma preocupação em ser ao menos interativa, já que não sou sempre tão clara) foi se esvaindo enquanto não aproveitei. Coisa mimada que ela é. E se percebo algo também é que não tem jeito, ela nunca parte de um lugar só. Me irrita essa poligamia dela, ambição... sei lá que nome dar a essa coisa dela de querer extrair tudo de todos e do tudo. Me irrita às vezes fazer tanta coisa em função dessa Ela que é assim tão inanimada mas onipotente sobre mim. É porque tenho um relacionamento com Ela, é sempre assim, sempre a espero, Ela sempre confirma vinda e me decepciona na hora H.Só pode ser quando ela quer, ela é infantil demais, sabe. Sempre quer muito tarde da noite, eu geralmente tenho algo a fazer na manhã seguinte, mas ela não liga, grita ao pé do meu ouvido suas idéias, esganiça com aquela voz dela em milhares de tons diferentes. Isso me aconteceu dia desses inclusive, e será o próximo relato que falarei a seguir, acho que só quis fazer disto aqui um presságio, uma apresentação. Uma preparação, talvez.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;À proprósito, deixa eu explicar porque o título não bate com o resto do texto: tudo culpa dela novamente. Cá estou aqui, às 16h como combinado, e (mais uma vez) ela me falta bem na hora H! &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms; font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1698745397805531042-8684522160429598610?l=adoteumviralatata.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://adoteumviralatata.blogspot.com/feeds/8684522160429598610/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1698745397805531042&amp;postID=8684522160429598610' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1698745397805531042/posts/default/8684522160429598610'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1698745397805531042/posts/default/8684522160429598610'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adoteumviralatata.blogspot.com/2008/11/melhor-ser-alegre-que-ser-triste.html' title='É melhor ser alegre que ser triste...'/><author><name>Thaís Cavalcanti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15993080038736525661</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-ono-gp6ScSQ/TxUuzrOWuCI/AAAAAAAAA3Y/oylXZ1oB2U0/s220/GEDC2177%2B%25281%2529.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_1oaOiY1vB84/SSR__THX75I/AAAAAAAAAEQ/xoSFXvV-aFQ/s72-c/vinicius_de_moraes.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1698745397805531042.post-1020148476495631709</id><published>2008-11-14T15:14:00.000-08:00</published><updated>2008-11-19T12:32:04.760-08:00</updated><title type='text'>Antes de tudo: as preliminares...</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_1oaOiY1vB84/SSR3eadTzhI/AAAAAAAAAEI/NSUAqgWuGYA/s1600-h/Adote+um+vira-lata.png"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 200px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_1oaOiY1vB84/SSR3eadTzhI/AAAAAAAAAEI/NSUAqgWuGYA/s200/Adote+um+vira-lata.png" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5270468828312358418" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Coisa boa que é criar um blog. Sei o bem que só é bom a mim, ninguém aguenta mais meio metro de texto que eu insisto em meter as caras por aí. Mas acontece, vai que eu goste da coisa?! A gente nunca sabe, daí é que vem o "adote um vira-lata", vai que a gente acaba se apegando ao pobre canino sem pedigree? Parto então desta metáfora o princípio da criação do meu blog. Vai que eu ou vocês gostem da coisa cá sem pedigree.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo bem, mentira minha. "adote um vira-lata" é a camisa que visto neste momento e não me surgiu nada mais criativo do que isto em mente. Mas enfim...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É com você, Fátima!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1698745397805531042-1020148476495631709?l=adoteumviralatata.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://adoteumviralatata.blogspot.com/feeds/1020148476495631709/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1698745397805531042&amp;postID=1020148476495631709' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1698745397805531042/posts/default/1020148476495631709'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1698745397805531042/posts/default/1020148476495631709'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adoteumviralatata.blogspot.com/2008/11/antes-de-tudo-as-preliminares.html' title='Antes de tudo: as preliminares...'/><author><name>Thaís Cavalcanti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15993080038736525661</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-ono-gp6ScSQ/TxUuzrOWuCI/AAAAAAAAA3Y/oylXZ1oB2U0/s220/GEDC2177%2B%25281%2529.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_1oaOiY1vB84/SSR3eadTzhI/AAAAAAAAAEI/NSUAqgWuGYA/s72-c/Adote+um+vira-lata.png' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry></feed>
