domingo, 22 de março de 2009
Dia (particular) internacional vegetal
Honrados e respeitosos leitores, é com muito orgulho que apresento-me como este inanimado ser do título que vos trago. E atire a primeira pedra quem nunca percebeu um dos meus espectros se apoderando deste seu corpinho aí. Não por isso deves me considerar um parasita, só chego a funcionar como um sítio ativo que encaixa-se perfeitamente no seu substrato. É claro que, como vegetal, não faço grandes feitos, é puramente você quem se oferece - mesmo que inconscientemente - você se quebra, se despedeça todinho pra se moldar todinho e unir-se coligativamente à mim. Como em troca desse escambo, eu lhes ofereço uma energia poupada, que será diferida (terás a explicação abaixo.)
E se deves estar te cutucando agora se eu seria específico, não te consternaria na resposta: "sim". E somos distintos, particulares a cada indivíduo. E como desconheço teu olhar de compreensão - é sempre "dúvidadúvidadúvida" - também te defino nossas rédeas: somos distintos, infinitos, mas em meros dois espectros. Assim como as lipoproteínas, alguns de nós serão eliminados pelo organismo dado um certo tempo, outros se acumularão nas artérias tão excessivamente que irão causar algo que assemelha-se a arteriosclerose. Assemelha-se como enfermidade, uma enfermidade nem física, nem mental, mas espiritual. Coisa que terráqueo humano nenhum há de perceber enquanto com vida, enquanto com seu particular campo de visão. A esse estado patológico, tachamos como "piloto automático", e o parasita que o causará isso não fará por maldade própria, só corresponderá ao impulso energético que um sítio ativo tem para com seu substrato - quem se deu de se moldar todo assim para ele fora você. E, quem vive vegetando sobre o piloto automático, sofre disso dia após dia, chegando a casos que são incuráveis.
Contudo, como assemelhamo-nos às lipoproteínas, eis que, como representante, anuncio o segundo espectro: aquele que equivaleria ao "bom colesterol".
E poder-se-ia (acho que estou um tanto galante para um vegetal) ter os dois em simultaneidade. Mas se preferes ter um - e eu o recomendo que você o tenha, por vezes - escolha o que não te submete ao "piloto automático", porque este outro não chega a ser uma enfermidade. É bem verdade que te nega produções, te nega o que você tem a fazer nesta vida corriqueira. Entretanto, todo ônus vem com um bônus e eis o grande golpe deste parasita: te nega o negócio. E menos com menos, você conhece essa regra, dá mais. E o ócio é o seu presente, que quem como não pensava, acabou agradando. E eis aí o surgimento dos "insights", um verdadeiro divisor de águas na história da humanidade e o que, definitivamente, antagoniza o conceito do seu semelhante expectro. Ele te nega uns dias em suas acomodagens, mas cumpre a dívida: nunca te submeterá ao "piloto automático" - mesmo depois da morte.
Até mais ver, queridos companheiros de habitat - seja de uns meros dias, ou da vida toda - e muito obrigado pelo dia!
sexta-feira, 20 de março de 2009
Cronologia média do brasileiro

0: .
1,5: tight-tagjht, thic-... tic-tac!
5: tic-tac?
15: tic-tac tic-tac eu eu eu eu? tic-tac ? tan tan não não eu! eu! eu? eu tic-tac zun tic-tac-não, eu ein
25: tic-tac tic-tac tic-tac tic-tac tic-tac aceito tic-tac!, tic-tac, tic-tactictactac!
35: tactactactactactactactactactactactactactactactactactactactactactactaction$...
45: tac$tac$tac$tac$tac$tictactictactactictactictactictac
55: tic-tac, tic--tac, tic---tac,,, tic-------lembra-se bem----tac
60: tic-tac?
65: tight-tagjht, thic-... tic-tac!
75: .
quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009
The "hour lunch"

A "hora do almoço" ou também a hora de tempo livre é sempre a que se dá uma escapuladinha. E pra se escapulir, a gente fala de coisas leves, coisas que amaciam ainda mais o prazer da comida.
Amar é difícil, mas especular sobre amor é facinho, facinho - isso porque não tem uma conclusão que se entre em consenso (daí quem tiver oportunidade de enrolar barato, que o faça; mas é uma pena tirar o mérito daquele que, de fato, quer falar). Coloco-me sob a desculpa de que ainda tenho muito trabalho pela frente, e admito te lançar um texto romântico feito somente para a hora do lanche. Ou despreze, ou tenha algum tom de seriedade - a hora do almoço nem sempre te proporcia textos humorísticos, uma vez que você já fizera várias reflexões acerca do teu trabalho/aula ou do puto do(a) teu chefe/professor(a) que te dá tão pouco tempo, que você sequer consegue uma boa digestão. Boa tarde e bom croassaint, e fiquem com Jeová e o texto sobre amor...
Eis aí a prova de que o amor é altruísta: se considerares ele pertencente à Terra, mas também metafísico. Espero dar uma explicação simplista, basta que te encaixes no eu-lírico (bem) subjetivo desta conversa, certo?
Acontece que, quando fazemos algo que achamos que somos destinados a isso(me refiro ao talento em alguma arte, ainda que algo concreto ou não tão concreto assim como a "arte de se casar") fazemos com tanto fervor, tanto prazer que julgamos de "fazer com amor" esse ato de servir à humanidade de alguma forma. Enquanto ainda carnais, o "ato de fazer com amor" é conjugado em voz ativa e passiva simultaneamente, logo, pelo uso da voz passiva, fica sabido que praticar o verbo tem certos interesses pessoais, uma vez que provocará satisfação do sujeito em receber a ação de volta.
Porém, toda a cerne da idéia da "satisfação na ação exercida com o amor" é dissolvida quando se ultrapassa do limiar orgânico. Chega à morte, sem meias palavras. A "satisfação" se dissipará junto com a consciência dentro do teu corpo, mas suas moléculas de DNA se dispersarão junto com sua energia vital e, se tiveres dado amor à alguma arte de alguma coisa, se tiveres feito com tanto fervor, partirá da tua própria energia vital um amor que se enclausura em algo substancial que destes tanto valor aqui na Terra. Este amor que é só dado e traz tua consciência - se manifestando de outra forma - e tua lembrança aqui de volta à Terra (sem que te provoque de volta boas sensações carnais e humanas, devido a seu atual estado), e se concordares de que, porque o amor resolveu trocar de forma - e ainda continuar essencialmente - e porque troca de forma, não tem a necessidade de querer tanto pra si - pois estará sempre em constante mutação - hás de concordar que isto é uma prova concreta de que o amor, se de verdade, é altruísta.
quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009
A linha na agulha - e a mesma que se perde (In)
Eis aí a justificativa do recesso, caso isso tenha o cutucado: a inclusão das coisas. Digo, da minha coisa. Essa impassividade até no modo de escrever - e, paradoxalmente, essa é uma das poucas conclusões honestas que tiro de mim mesma - tudo isto tem me tirado a percepção daquilo que é inefável (qualidade do bom observador), tudo isto que existe austerosamente e gradiosamente em mim.
Percebo agora que advérbios me doem. Eles engradecem o texto no sentido do tamanho, não excluem, porém, a possibilidade do texto pobre. Afinal, ainda que um ser possua um espírito exaltado, decidido a sair da matéria, adentrando no "mundo das entrelinhas", como adentrá-lo nesse último plano, entretanto, caso esse pobre ser tenha o espírito inerte - incapaz de seguir o movimento de seu raciocíneo - mas tendo como consequência o atropelamento desse último?
Eis aí o problema: a percepção daquilo que é inefável está interiormente no dito cujo, é inerente. O problema é, como expressá-la, ainda que minimamente, se o indíviduo estiver includindo?
E eu bem sei, que tachar a causa dessa inclusão como consequência da percepção-do-bom-observador seria um desaforo da minha parte: a percepção - disso que é inefável - é inofensiva. Como se aglutina a ela, porém, não.
O grande problema é não saber lidar com a percepção, não colocá-la à tona, ou ainda, não deixar que essa venha à tona.
E, qualquer bom observador há de passar por isso em vida.
Comigo não seria diferente: não há percepção das coisas no plano material, tampouco no mundo-lírico. Isso porque estou includindo, e pelo mesmo motivo não sei mostrar a vocês meu desespero em relação a isto, poderia descrever o gosto insípido que essa implosão tem e seria pouco. Poderia descrever o escárnio contra mim, mas seria pouco. O modo como sempre me oprime e seria pouco. São as verdadeiras rédeas que chegaram ao meu espírito e me conduzem agora à poucas palavras, pouco gestos e tudo o mais que for de natureza pouca.
Faço questão de ressaltar, contudo, que essa natureza não é minha.
Percebes como isso aqui perdeu o cunho descontraído que tinha? Essa natureza tem a cara da implosão, porque já vi em outros rostos que não o meu. Por isso, eu a conheço bem - graças a minha percepção do que é inefável (a qualidade do bom observador infalível!), sei a área que tem e até possuo uma eficiente salvaguarda em minha introspecção. O grande problema é que acertar o caminho que nos expurga desse processo de implosão é como acertar a linha no buraco da agulha - e a agulha, seguindo também o processo, anda includindo cada vez mais e mais.
Eis aí a justificativa do meu recesso. Mas eu bem sei que a linha sempre se acerta, uma hora ou outra.
quarta-feira, 7 de janeiro de 2009
Epitáfio
Aqui jaz o primeiro de todos os textos que ousou em morrer. Será rápido porque morte não demora e justo porque não demora também não dói - ao contrário do que alguém deveras audacioso ousou espalhar por aí.
Morrerá com o intuito de lhe tirar essa aparência de orgânico que aparenta ter, quando tão bem explicado é sempre tão palpável a idéia central - e até mais do que tudo isso que vemos por aí - que caímos na ilusão de entregarmo-nos a fundo nele.
Quando ele também tão farto fica, quanto essas idéias tão fartas ficam. Eis o primeiro texto velho e cansado que assume que também chega às cinzas - mas só o fez com o intuito de te atentar a outras coisas, te envolver em outras formas. Na tua forma.
Aqui jazem as primeiras idéias que ousaram em morrer. Mas não te preocupas porque elas não são orgânicas; elas morrem e revivem quando bem entenderem.
Ei-lo-aí meu recesso.
Morrerá com o intuito de lhe tirar essa aparência de orgânico que aparenta ter, quando tão bem explicado é sempre tão palpável a idéia central - e até mais do que tudo isso que vemos por aí - que caímos na ilusão de entregarmo-nos a fundo nele.
Quando ele também tão farto fica, quanto essas idéias tão fartas ficam. Eis o primeiro texto velho e cansado que assume que também chega às cinzas - mas só o fez com o intuito de te atentar a outras coisas, te envolver em outras formas. Na tua forma.
Aqui jazem as primeiras idéias que ousaram em morrer. Mas não te preocupas porque elas não são orgânicas; elas morrem e revivem quando bem entenderem.
Ei-lo-aí meu recesso.
sábado, 13 de dezembro de 2008
Aventurina

Vá lá, a esse momento você se pergunta o que diabos faz num blog de nome tão esdrúxulo e títulos de postagens(e até mesmo as próprias) tão, hum... curiosos quanto.
A boa nova é que este aqui é o mais fresco(no sentido de "novo") de todos os posts, nada fora escrito à mão antes, nem no mínimo muito bem planejado. É meramente "escreveu-onamatopéia-a-desejar(eu ia escrever "pá-pum" e notei agora o quão ridículo ficou, tão vendo o problema que dá em fazer isso? você simplesmente não tem escolhas). Ando receosa com cada passo das teclas caminhando(pois é, eu não posso chamá-las de "letras", isto está me saindo muito difícil). Veja isto: Agora; A-g-o-r-a. Ai, mas vou fazê-lo (f-a-z-ê-l-o).
Que seja, pare de debochar e releia o segundo post abaixo deste e tente ser compreensivo com a minha frustração que sinto quando aquelas maluquinhas não me vêem à mente (juro que o matarei se repetir mais uma vez "eu só consigo ver uma maluquinha aqui". Você acha mesmo que não sei ler pensamentos? - e você acha mesmo que não posso ter uma mente assassina em potencial?)
Em suma, pretendo(p-r-e-t-e-n-d-o) fazer um breve texto: falar da Aventurina. Engraçado como se agarrar a alguma crença é acolhedor de alguma forma - não necessariamente como algo grandioso (não estou aqui me baseando em fins religiosos, é só notarem o tom que estou usando), mas algo ínfimo mesmo. Só precisa disto para fazer voltar o que já se transformou em desesperança. Também não digo que é pra se "ter esperança" (neste momento peço que pare de ficar enraivecido por achar que não estou chegando em lugar algum, irei te situar agora). Afinal, esperança nua a crua, só por si só, é um tanto ilusória. Falo por mim, que sou pessimista pra ser uma melhor otimista. Tudo pela saúde da visão mental; da área do que se almeja, pra que já se possa ir construindo o terreno, não dando margem a qualquer probabilidade de erro. Vale pra qualquer ambição, até mesmo "saúde".
Pois bem, pra mim, que andava um tanto desanimada, com a cabeça extraviada para outro plano (quem vive perdendo a cabeça sofre um bocado), só me pus de volta ao eixo por conta de uma pequeniníssima crença... numa pedrinha.
Aventurina: também conhecida como Quartzo verde, alivia o stress, restaura o eqüilíbrio emocional, promove independência e aguça a clareza mental. Ajuda a liberar a ansiedade e o medo. Estimula a criatividade e a inteligência. É excelente para atrair sorte, dinheiro, além de saúde e bem estar.
Faça o experimento: não subestime sua pequeniníssima coisa! Minha mãe não me subestima, muito embora eu tenha 1,56m apenas. E quem não acreditar no que eu falo que jogue a primeira pedra (mas que não seja a minha - vocês não sabem como é difícil pra que eu volte ao eixo...)
quinta-feira, 4 de dezembro de 2008
É melhor ser alegre que ser triste... Parte III (Todo carnaval e trilogia têm seu fim)
Salve, salve, bem amigos da Rede Globo!
Se antes não postei por mera preguiça, agora tenho em mãos uma nobre desculpa de andar assaz ocupada para não fazê-lo. Termino aqui a trilogia que já anda enchendo-me o saco na verdade, só o faço com o ímpeto de tornar-me de uma vez uma espécie de conselheira (e a mim mesma, na verdade. Não minto a veridicidade do sentimento nas crônicas), ou de uma nobre pentelha.
"CHEGA!": Começo o parágrafo com isto. Por mais visualmente feio que seja, ainda o faço em mente com letras garrafais e um fundo colorido, se puder. Impregno-a aqui com o intuito de usá-la como uma salvaguarda. Dizê-lo como "um monte forte e rígido" mesmo, estou me lixando com o quão tolo isto soa. O grande problema é que ando querendo expurgar-me de algumas sensações que subordinam o meu corpo à constante interação de minhas moléculas que, quanticamente, vagam soltas por aí por vezes. Como sucessora das mesmas, não faço idéia do gênero, das propriedades que possuem e família de seus elementos, mas como forma de evitar a entropia em que vivem, estas vem a mim. Acho que, se este corpo meu fosse uma susbstância única, seria a mais volátil de todas.
"CHEGA!"; não digo que este novo impulso energético químico me confunde de toda minha área axial até minhas ramificações? O que ando querendo que expurgue, sumariamente, é essa racionalidade extrema (que chega a ser pessimismo quando quer - não daqueles suportáveis, mas daqueles intolerantes), que vem se mostrando pedante e impertinente se é isso que você quer saber. Você a quer? Digo, ela me é útil às vezes, já me inspirara até demais. Ora, não se recordam de odes de grandes pensadores à ela? "É preciso o caos frenesi dentro de si para fazer surgir uma estrela". Nietzsche não errara, é preciso sim. Até mesmo a palavra "paixão" em seu sentido literário quer dizer "sofrimento". Chegando a ser respeituoso, nobre até, ter-se o simples ato de sofrer na vida, a fim de melhor exprimir a paixão incessante pela mesma.
Mas peraí, isto é bonito porque é subjetivo? Se passarmos isto para um relacionamento com interações palpáveis e orgânicas, tudo isto não passará de inexperiência, imaturidade; como dizem algumas mulheres (eu digo isto porque mulher parece saber como se relacionar desde sua hora natal, talvez salvo algumas exceções se for tirar por mim, mas não quero falar sobre isso - coisa boa que é ser irracional...)
Voltando ao relacionamento com a vida... o que quero dizer é que a própria vida nos dá uma dica apontando-nos seus submissos casais humaninhos. E convenhamos homens, mulheres ou qualquer animal que estiver aí; sofrer demais nesta vida não seria demonstrar-se apaixonado pela mesma, tampouco não dispomos de todo o tempo do mundo para termos antagonizações em períodos longos (se a desculpa do sofrimento foir a superação posterior). Não esqueçamos que a racionalidade a todo instante funciona como uma roleta russa: no caso de desafortunamento, o tiro aloja-se no encéfalo; apedreja-o.
E aí dói. Dói, pesa e dá sofrimento. E crônico - o que tento taxar como o problema central. E quem há de querer passar o tempo todo por isto com a desculpa de uma paixão por outrem (neste caso, usemos "a vida"; eu que não quero me meter em relacionamentos alheios), há-se de desiludir-se quando perceber que isto não passa da "imaturidade" do conceito feminino, de querer chamar atenção mesmo. E quem quer chamar atenção, é porque não tem, não possui. Logo, quem vive e não possui Vida, vive por misericórdia da mesma.
Sem Nietzsche, por enquanto. Um pouco mais tarde, quem sabe, pra "esquentar a relação", mas fiquemos hoje com a calmaria do velho finado (cometi outro deslize fúnebre?) Vinícius de Moraes: "é melhor ser alegre que ser triste..."
Se antes não postei por mera preguiça, agora tenho em mãos uma nobre desculpa de andar assaz ocupada para não fazê-lo. Termino aqui a trilogia que já anda enchendo-me o saco na verdade, só o faço com o ímpeto de tornar-me de uma vez uma espécie de conselheira (e a mim mesma, na verdade. Não minto a veridicidade do sentimento nas crônicas), ou de uma nobre pentelha.
"se te agradar, fino leitor, pago-me da tarefa; se não te agradar, pago-te com um piparote e, adeus"
"CHEGA!": Começo o parágrafo com isto. Por mais visualmente feio que seja, ainda o faço em mente com letras garrafais e um fundo colorido, se puder. Impregno-a aqui com o intuito de usá-la como uma salvaguarda. Dizê-lo como "um monte forte e rígido" mesmo, estou me lixando com o quão tolo isto soa. O grande problema é que ando querendo expurgar-me de algumas sensações que subordinam o meu corpo à constante interação de minhas moléculas que, quanticamente, vagam soltas por aí por vezes. Como sucessora das mesmas, não faço idéia do gênero, das propriedades que possuem e família de seus elementos, mas como forma de evitar a entropia em que vivem, estas vem a mim. Acho que, se este corpo meu fosse uma susbstância única, seria a mais volátil de todas.
"CHEGA!"; não digo que este novo impulso energético químico me confunde de toda minha área axial até minhas ramificações? O que ando querendo que expurgue, sumariamente, é essa racionalidade extrema (que chega a ser pessimismo quando quer - não daqueles suportáveis, mas daqueles intolerantes), que vem se mostrando pedante e impertinente se é isso que você quer saber. Você a quer? Digo, ela me é útil às vezes, já me inspirara até demais. Ora, não se recordam de odes de grandes pensadores à ela? "É preciso o caos frenesi dentro de si para fazer surgir uma estrela". Nietzsche não errara, é preciso sim. Até mesmo a palavra "paixão" em seu sentido literário quer dizer "sofrimento". Chegando a ser respeituoso, nobre até, ter-se o simples ato de sofrer na vida, a fim de melhor exprimir a paixão incessante pela mesma.
Mas peraí, isto é bonito porque é subjetivo? Se passarmos isto para um relacionamento com interações palpáveis e orgânicas, tudo isto não passará de inexperiência, imaturidade; como dizem algumas mulheres (eu digo isto porque mulher parece saber como se relacionar desde sua hora natal, talvez salvo algumas exceções se for tirar por mim, mas não quero falar sobre isso - coisa boa que é ser irracional...)
Voltando ao relacionamento com a vida... o que quero dizer é que a própria vida nos dá uma dica apontando-nos seus submissos casais humaninhos. E convenhamos homens, mulheres ou qualquer animal que estiver aí; sofrer demais nesta vida não seria demonstrar-se apaixonado pela mesma, tampouco não dispomos de todo o tempo do mundo para termos antagonizações em períodos longos (se a desculpa do sofrimento foir a superação posterior). Não esqueçamos que a racionalidade a todo instante funciona como uma roleta russa: no caso de desafortunamento, o tiro aloja-se no encéfalo; apedreja-o.
E aí dói. Dói, pesa e dá sofrimento. E crônico - o que tento taxar como o problema central. E quem há de querer passar o tempo todo por isto com a desculpa de uma paixão por outrem (neste caso, usemos "a vida"; eu que não quero me meter em relacionamentos alheios), há-se de desiludir-se quando perceber que isto não passa da "imaturidade" do conceito feminino, de querer chamar atenção mesmo. E quem quer chamar atenção, é porque não tem, não possui. Logo, quem vive e não possui Vida, vive por misericórdia da mesma.
Sem Nietzsche, por enquanto. Um pouco mais tarde, quem sabe, pra "esquentar a relação", mas fiquemos hoje com a calmaria do velho finado (cometi outro deslize fúnebre?) Vinícius de Moraes: "é melhor ser alegre que ser triste..."
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