P.S.: desabafo e propaganda de um Ouvinte do Clube do Café!
sexta-feira, 10 de julho de 2009
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P.S.: desabafo e propaganda de um Ouvinte do Clube do Café!
domingo, 7 de junho de 2009
A vida imita o computador ou o computador imita a vida?
AVISO: O Blogspot.com não se responsabiliza pelos danos e náuseas dado a leitura do conteúdo abaixo. Prega justamente o inverso: se a leitura lhe parecer nociva e sem pé nem cabeça, encerre-a quanto antes!
Dado o processo de "mitose" no Rapidshare que acabou por gerar sua vida, Bill.exe nascia. (Breve nota: há ainda a versão abrasileirada "Severino.exe", porém, como não queremos alusões à obras literárias de cunho regionalista, fiquemos com o americanizado Bill que atende com mais eficiência à uma demanda de estórias globalizadas)
Primeiramente, como criatura simplista, era Bill.rar. Um pouco inútil, é verdade, dada a sua compactibilidade. Alguém, porém, que regia aquele espaço sob o IP 66.247.42.238, deu-lhe tempo e energia para que se tornasse, então, um ser muito mais complexo.
O que esse ser onipotente não poderia prever era a ingenuidade de Bill.exe, isso porque Bill trouxera outras informações com ele que, embora achasse que adquiriria mais notoriedade e respeito com arquivos como "Leia-me.txt", tais arquivos eram dispensados por essa tão exigente onipotência -- no mínimo, jogados na Lixeira.
Ao perder projetos de vida como esse, Bill indagava-se acerca da sua existência no computador e procurava respostas para suas perguntas, mas o que ele não sabia é que nem mesmo suas perguntas(ou principalmente elas) não estavam nem um tiquito perto da verdadeira realidade.
Bill, porém, acabou por presumir uma coisa: a sociedade em que vivia era escatológica. Isso signicava que ele deveria seguir sempre seu metódico programa para que não fosse punido no juízo final. E quanto a isso nunca vacilou! Ora, ele conhecia histórias de outros arquivos que, sabe-se-lá por birra ou má administração da onipotência -- vale ressaltar que o espaço sob o IP 66.247.42.238 vive sempre saturado, excedendo a quantidade de arquivos que permite o bom funcionamento do computador, daí, pelo mesmo motivo, alguns arquivos se irritam e resolvem não funcionar ou corromper outros, só por protesto --, esses arquivos foram, então, condenados à lixeira e depois à sentença da "exclusão do computador".
Por esse motivo, Bill.exe fez sempre o máximo que pode, aceitando todos os preceitos do figura onipotente, mesmo que ela não ligasse para o seu funcionamento (todos exaltados no extinto "Leia-me.txt")
Acabou que, por conseguinte, Bill recebera finalmente atenção do Senhor Externo e pudera evoluir para novas versões: Bill 2.0, Bill 3.5, Bill 4.2., até tornar-se Bill 7.0.
No auge do aperfeiçoamento do seu programa, Bill não poderia sentir-se mais feliz(embora demonstrasse estar sempre trabalhando, afinal, Bill.exe era muito profissional): conheceu sites de compartilhamento onde nunca antes tinha entrado; o número de suas duplicações crescia cada dia mais e sua empresa crescera tanto que, pasmem, ele poderia se vender, caso acrescentasse umas ínfimas alterações em seu novo programa!
O que Bill se esqueceu, porém, fora da primeira conclusão que havia tomado da sociedade em que vivia: escatológica. Ou seja, seu julgamento final estaria por vir.
E ele não falhou em sua percepção! Naquele fatídico dia, então, de data desimportante para a continuidade da estória, um outro programa lançara-se nos sites, divulgando as mesmas funções do Bill juntamente com novidades inimagináveis e, para ser bem franca, bem esdrúxulas. No fim, o programa agradou a população... talvez porque fosse gratuito.
Desapontado, pouco a pouco Bill fora deixando de pertencer a outros sites. Desempregado, desamparado, Bill passa a se concentrar em único IP -- aquele cujo dono lançou-o primeiramente no Rapidshare -- do qual não sabemos, e ainda que soubéssemos, não poderíamos informar o número.
Porém, Bill.exe, em seu esgotamento de vida, poderia ter, ao menos, desdobrado dobramentos nunca antes desdobrados. Mistérios como o número desse IP matriz, por exemplo. Mas não! Ao invés disso, desolado como andava, foi se tornando um arquivo cada vez mais velho, mais marginalizado. Até que um dia, quando encontrava-se em quarentena devido à um vírus que lhe assolava, Bill é excluído do computador.
A informação que se segue é algo que Bill.exe jamais poderia supor durante sua "vida severina" e que certamente seria cômica, se não fosse trágica: tudo que ele conhecia e o que não conheceu, quantos programas não poderia ter superado, quantos não o superariam... tudo isso seria extinto, porque o computador, um dia, também quebra.
E quando isso acontecer, nenhum arquivo terá conseguido deixar de ser tão estupidamente burro para descobrir, pelo menos, o IP Matriz!
E assim falou Zaratustra.exe.
quinta-feira, 7 de maio de 2009
O texto mais sintentizado (ufa!) de todo o blog
Exercícios para concisão.
Começando com este.
(Droga, duas linhas! O próximo eu consigo...)
Começando com este.
(Droga, duas linhas! O próximo eu consigo...)
E quando se é de Marte?

Quem vive perdendo a cabeça por aí, acaba se perdendo por outro planeta e, às vezes, nem sabe. O grande problema é descobrir que a cabeça não ficou na Terra, mas ainda pior que isso é descobrir que ela sempre esteve na Terra.
Para aqueles que tem seus gases sendo exalados constantemente por estes ares, há de sentir curiosidade, ao menos uma vez na vida, de como seria se permitisse à suas moléculas um passeio por entropia por outros ares que bem entenderem. Quando se é criança, as migrações são muito mais fáceis, mas depois o espírito nômade vai se esvaindo, se transformando numa respiração terráquea nua e crua, muito bem conformada em sê-la. Porém, todo esse processo de respiração contínua aqui neste ambiente terrestre é sempre muito cansativo e nos remete à uma pequenez. Antes só isso e seria o bastante! O problema pior é que o ser-terráqueo é suficientemente ingênuo a ponto de se satisfazer com sua individualidade e, por se achar deveras grande, desenvolveu tanto trabalho, que este não só chegou a ser prejudicial, mas também soube evoluir muito bem, obrigado, a sua pequenez. Entretanto, pasmem, a vida de um indíviduo terráqueo acaba! Logo, para quê mesmo que serviu sua perspectiva limitada à um ambiente que, aliás, só nos serviu sua hospitalidade na tão - e muitíssimo, incrivelmente, estupidamente e muítissimo de novo - recém-formada Era Cenozóica?
A cabeça "bem (in)formada", portanto, pode não ser bem formada coíssima alguma se estiver muitíssimo saturada de informações que serão usadas - dignamente, não nego - neste planeta. Entretanto não é ingênuo da nossa parte dizermos que viverá tanto assim esta Era Cenozóica?
Bom mesmo é se soubéssemos distinguir bem os mundos que copenetram em nossas cabeças ou vice-versa, podendo assim, sermos mais seletivos quanto ao que cada mundo nos oferece, não permitindo uma sobrecarga no sistema. Quanto a "sair dos planos da Terra", nem cogite ser o outro lado uma falsa-verdade a ser vivida, posto que ninguém sabe o que se é. Afinal, embora estejamos já há uns 200 mil anos por aqui, ninguém nunca respondeu perguntas simples como "de onde viemos e para onde vamos?", então como acreditar fielmente às verdades daqui?
Se há uma verdade é a de que reconhecer a vida terráquea como um todo, é reconhecer que ela é uma vergonha. Não é viável, portanto, que se pense apenas sob os padrões terrenos: seria uma sobrecarga do sistema desnecessária.
Não entender todas as coisas terrenas não é uma praga. Entender completamente, porém, subjuga o indivíduo oficialmente a pequenez. Além de acabar com toda a amistosidade possível entre os mundos e claro, acabar com toda a diversão que é fugir desse cansaço cenozóico que todos estão carecas de sabê-lo.
"Não quero ter a terrível limitação de quem vive apenas do que é passível de fazer sentido. Eu não: quero uma verdade inventada." Clarice Lispector
Inventada? E tem como saber isso?
À propósito, o quentinho terráqueo não é o mesmo quentinho marciano...
domingo, 22 de março de 2009
Dia (particular) internacional vegetal
Honrados e respeitosos leitores, é com muito orgulho que apresento-me como este inanimado ser do título que vos trago. E atire a primeira pedra quem nunca percebeu um dos meus espectros se apoderando deste seu corpinho aí. Não por isso deves me considerar um parasita, só chego a funcionar como um sítio ativo que encaixa-se perfeitamente no seu substrato. É claro que, como vegetal, não faço grandes feitos, é puramente você quem se oferece - mesmo que inconscientemente - você se quebra, se despedeça todinho pra se moldar todinho e unir-se coligativamente à mim. Como em troca desse escambo, eu lhes ofereço uma energia poupada, que será diferida (terás a explicação abaixo.)
E se deves estar te cutucando agora se eu seria específico, não te consternaria na resposta: "sim". E somos distintos, particulares a cada indivíduo. E como desconheço teu olhar de compreensão - é sempre "dúvidadúvidadúvida" - também te defino nossas rédeas: somos distintos, infinitos, mas em meros dois espectros. Assim como as lipoproteínas, alguns de nós serão eliminados pelo organismo dado um certo tempo, outros se acumularão nas artérias tão excessivamente que irão causar algo que assemelha-se a arteriosclerose. Assemelha-se como enfermidade, uma enfermidade nem física, nem mental, mas espiritual. Coisa que terráqueo humano nenhum há de perceber enquanto com vida, enquanto com seu particular campo de visão. A esse estado patológico, tachamos como "piloto automático", e o parasita que o causará isso não fará por maldade própria, só corresponderá ao impulso energético que um sítio ativo tem para com seu substrato - quem se deu de se moldar todo assim para ele fora você. E, quem vive vegetando sobre o piloto automático, sofre disso dia após dia, chegando a casos que são incuráveis.
Contudo, como assemelhamo-nos às lipoproteínas, eis que, como representante, anuncio o segundo espectro: aquele que equivaleria ao "bom colesterol".
E poder-se-ia (acho que estou um tanto galante para um vegetal) ter os dois em simultaneidade. Mas se preferes ter um - e eu o recomendo que você o tenha, por vezes - escolha o que não te submete ao "piloto automático", porque este outro não chega a ser uma enfermidade. É bem verdade que te nega produções, te nega o que você tem a fazer nesta vida corriqueira. Entretanto, todo ônus vem com um bônus e eis o grande golpe deste parasita: te nega o negócio. E menos com menos, você conhece essa regra, dá mais. E o ócio é o seu presente, que quem como não pensava, acabou agradando. E eis aí o surgimento dos "insights", um verdadeiro divisor de águas na história da humanidade e o que, definitivamente, antagoniza o conceito do seu semelhante expectro. Ele te nega uns dias em suas acomodagens, mas cumpre a dívida: nunca te submeterá ao "piloto automático" - mesmo depois da morte.
Até mais ver, queridos companheiros de habitat - seja de uns meros dias, ou da vida toda - e muito obrigado pelo dia!
sexta-feira, 20 de março de 2009
Cronologia média do brasileiro

0: .
1,5: tight-tagjht, thic-... tic-tac!
5: tic-tac?
15: tic-tac tic-tac eu eu eu eu? tic-tac ? tan tan não não eu! eu! eu? eu tic-tac zun tic-tac-não, eu ein
25: tic-tac tic-tac tic-tac tic-tac tic-tac aceito tic-tac!, tic-tac, tic-tactictactac!
35: tactactactactactactactactactactactactactactactactactactactactactactaction$...
45: tac$tac$tac$tac$tac$tictactictactactictactictactictac
55: tic-tac, tic--tac, tic---tac,,, tic-------lembra-se bem----tac
60: tic-tac?
65: tight-tagjht, thic-... tic-tac!
75: .
quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009
The "hour lunch"

A "hora do almoço" ou também a hora de tempo livre é sempre a que se dá uma escapuladinha. E pra se escapulir, a gente fala de coisas leves, coisas que amaciam ainda mais o prazer da comida.
Amar é difícil, mas especular sobre amor é facinho, facinho - isso porque não tem uma conclusão que se entre em consenso (daí quem tiver oportunidade de enrolar barato, que o faça; mas é uma pena tirar o mérito daquele que, de fato, quer falar). Coloco-me sob a desculpa de que ainda tenho muito trabalho pela frente, e admito te lançar um texto romântico feito somente para a hora do lanche. Ou despreze, ou tenha algum tom de seriedade - a hora do almoço nem sempre te proporcia textos humorísticos, uma vez que você já fizera várias reflexões acerca do teu trabalho/aula ou do puto do(a) teu chefe/professor(a) que te dá tão pouco tempo, que você sequer consegue uma boa digestão. Boa tarde e bom croassaint, e fiquem com Jeová e o texto sobre amor...
Eis aí a prova de que o amor é altruísta: se considerares ele pertencente à Terra, mas também metafísico. Espero dar uma explicação simplista, basta que te encaixes no eu-lírico (bem) subjetivo desta conversa, certo?
Acontece que, quando fazemos algo que achamos que somos destinados a isso(me refiro ao talento em alguma arte, ainda que algo concreto ou não tão concreto assim como a "arte de se casar") fazemos com tanto fervor, tanto prazer que julgamos de "fazer com amor" esse ato de servir à humanidade de alguma forma. Enquanto ainda carnais, o "ato de fazer com amor" é conjugado em voz ativa e passiva simultaneamente, logo, pelo uso da voz passiva, fica sabido que praticar o verbo tem certos interesses pessoais, uma vez que provocará satisfação do sujeito em receber a ação de volta.
Porém, toda a cerne da idéia da "satisfação na ação exercida com o amor" é dissolvida quando se ultrapassa do limiar orgânico. Chega à morte, sem meias palavras. A "satisfação" se dissipará junto com a consciência dentro do teu corpo, mas suas moléculas de DNA se dispersarão junto com sua energia vital e, se tiveres dado amor à alguma arte de alguma coisa, se tiveres feito com tanto fervor, partirá da tua própria energia vital um amor que se enclausura em algo substancial que destes tanto valor aqui na Terra. Este amor que é só dado e traz tua consciência - se manifestando de outra forma - e tua lembrança aqui de volta à Terra (sem que te provoque de volta boas sensações carnais e humanas, devido a seu atual estado), e se concordares de que, porque o amor resolveu trocar de forma - e ainda continuar essencialmente - e porque troca de forma, não tem a necessidade de querer tanto pra si - pois estará sempre em constante mutação - hás de concordar que isto é uma prova concreta de que o amor, se de verdade, é altruísta.
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